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História Geral de Itajubá
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Itajubá é uma cidade localizada no sul do Estado de Minas Gerais. Fundada oficialmente em 19 de março de 1819, tornou-se cidade em 1862. Encontra-se nas encostas da Mantiqueira, apresentando uma topografia montanhosa.<ref group="nota">Dados de área (≈290,45 km²) e população (≈90.812 hab.) provêm do IBGE; inserir a referência censitária atualizada na revisão.</ref> == Origens Indígenas e Nome da Cidade == As terras itajubenses estão associadas à presença dos índios [[Primeiros Habitantes|Puri-coroados]]. O nome da cidade, inicialmente registrado como Itagybá, tem origem tupi. Segundo o historiador [[Armelim Guimarães]], apoiado nos estudos do tupinólogo [[Geraldino Campista]], Itagybá significa "água que, do alto, cai sobre a pedra", ou seja, cachoeira ou cascata. Esse topônimo, por corruptela, tornou-se Itajubá. Veja mais em [[Etimologia de Itajubá]].<ref>{{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|42}}</ref> == A Primitiva Itajubá (Delfim Moreira) == Antes da fundação da atual Itajubá, existiu uma localidade com o mesmo topônimo, denominada [[Nossa Senhora da Soledade de Itajubá|Nossa Senhora da Soledade de Itagybá]]. Essa primitiva Itajubá, que hoje é a cidade de Delfim Moreira, foi fundada em 1703 pelo bandeirante paulista [[Miguel Garcia Velho]]. A cascata Itagybá, existente na área urbana de Delfim Moreira, deu origem ao topônimo. Essa primitiva Itajubá era a sede paroquial da Freguesia de Nossa Senhora da Soledade. (Ver [[A Itajubá Primitiva]].)<ref>{{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|38}}</ref> == A Fundação da Nova Itajubá == Em fins de 1818, o [[Padre Lourenço da Costa Moreira]] foi nomeado pároco da antiga Freguesia de [[Nossa Senhora da Soledade de Itajubá]]. Devido a conflitos com os moradores da antiga sede paroquial, ele decidiu transferir a sede para o outro lado do rio Sapucaí, onde fundou um novo povoado, conhecido como '''"Capela Nova da Boa Vista do Sapucaí"'''. O Padre Lourenço é considerado o fundador da atual cidade de Itajubá. Ele vaticinou que o povoado fundado por ele "em breve tempo seria uma vila de nome". Veja mais em [[Fundação da Nova Itajubá]].<ref>{{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|75}}</ref> == De Arraial a Cidade == O progresso urbanístico e social da Boa Vista do Sapucaí surpreendia os moradores em 1848. Em 27 de setembro de 1848, pela Lei nº 355, o Presidente da Província de Minas Gerais sancionou a lei que emancipou Itajubá, desmembrando seu município do território de Campanha. Essa lei criou a [[Câmara Municipal de Itajubá]], a primeira instituição pública do município, instalada em 1849.<ref name="comarca32">''Comarca de Itajubá 1872–2022''. 2022, p. 32.</ref> Em 4 de outubro de 1862, pela Lei nº 1.149, Itajubá foi elevada à categoria de cidade.<ref name="comarca32"/> == Marcos do Final do Século XIX == * '''Visita Imperial:''' Em 2 de dezembro de 1868, Itajubá recebeu a visita da Princesa Isabel e seu esposo, o Conde d'Eu, que permaneceram na cidade por dois dias. * '''Imprensa Pioneira:''' Em 12 de maio de 1872, circulou o primeiro número do primeiro jornal da cidade, "[[O Itajubá (jornal)|O Itajubá]]", fundado pelo [[Dr. Aureliano Moreira Magalhães]]. * '''Criação da Comarca:''' Em 15 de julho de 1872, foi criada a Comarca de Itajubá pela Lei nº 1.867. Antes disso, Itajubá pertencia à Comarca de Jaguari (Camanducaia). * '''[[Abolição da Escravatura]]:''' Em 11 de março de 1888, dois meses antes da Lei Áurea, o município de Itajubá libertou todos os seus escravos. O acontecimento foi solenizado em praça pública e levou o abolicionista José do Patrocínio a chamar Itajubá de "Cidade Luz". * '''Chegada da Estrada de Ferro:''' Em 25 de setembro de 1891, foi oficialmente inaugurada a [[Ferrovias|Estrada de Ferro]] na cidade. <ref>''Comarca de Itajubá 1872–2022''. 2022, p. 47. {{Citar livro|Armelim Guimarães|Efemérides Itajubenses|1972|48}}</ref> == Desenvolvimento e Figuras Notáveis == O final do século XIX e o início do século XX viram Itajubá desenvolver infraestrutura urbana e instituições fundamentais. A vida cultural era ativa, com eventos no [[Clube Itajubense]]. O primeiro teatro, [[Teatro Santa Cecília]], foi inaugurado em 1872. O primeiro cinema, [[Bijou-Salon]], foi inaugurado em 1911. Itajubá é a terra natal ou está associada a figuras proeminentes. [[Wenceslau Braz Pereira Gomes]], nascido em São Caetano da Vargem Grande (hoje Brasópolis), então distrito de Itajubá, tomou posse como Presidente da República em 1914. [[Pedro Bernardo Guimarães]] (1884–1948), engenheiro geógrafo, redator da "[[Gazeta de Itajubá]]", deputado estadual, professor e autor da obra "O Município de Itajubá" (1915), é considerado o primeiro historiador de Itajubá. [[Armelim Guimarães|José Armelim Bernardo Guimarães]] (1915–2004), projetista mecânico, professor, presidente da [[Academia Itajubense de Letras]] e membro da [[Academia Itajubense de História|Academia de História]], é autor da obra "História de Itajubá", cujas pesquisas são fundamentais para o estudo da história local.<ref group="nota">Dados biográficos de Wenceslau Braz, Pedro Bernardo Guimarães e Armelim Guimarães; conferir páginas específicas nas obras de referência.</ref> A cidade também passou por perdas territoriais com a emancipação de distritos como São Caetano da Vargem Grande (Brasópolis) em 1901, Delfim Moreira em 1938, e mais tarde Wenceslau Braz e Piranguçu. Itajubá destaca-se ainda no período inicial da industrialização, com a [[Fábrica de Tecidos Codorna]] entre as primeiras fábricas a utilizar energia elétrica na produção de tecidos. == Preservação da Memória == A [[Câmara Municipal de Itajubá]], por meio do seu Memorial, tem editado volumes para preservar e divulgar a história do Legislativo itajubense e a trajetória sócio-política do município, desde a fundação até a configuração atual da cidade.<ref>''Memorial da Câmara Municipal de Itajubá''. Itajubá, 2012.</ref> == Notas == <references group="nota"/> == Referências == <references/> [[Categoria:História de Itajubá]]
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