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'''Pedro Bernardo Guimarães''' (Ouro Preto, 1884 — Uberlândia, MG, 1948) foi um engenheiro geógrafo, professor, jornalista, político e escritor. É reconhecido como o '''primeiro historiador de Itajubá'''.


Pedro Bernardo Guimarães (Ouro Preto, 1884 - Uberlândia, MG, 1948) foi um engenheiro geógrafo, professor, jornalista, político e escritor. Ele é reconhecido como o **primeiro historiador de Itajubá**.
Era filho do renomado romancista [[Bernardo Guimarães]], autor de ''A Escrava Isaura'', e pai de [[Armelim Guimarães|José Armelim Bernardo Guimarães]], que também se tornaria um destacado historiador de Itajubá.


Pedro Bernardo Guimarães formou-se como engenheiro geógrafo pela Faculdade Nacional do Rio de Janeiro e mudou-se para Itajubá em 1909. Na cidade, atuou como professor na [[Escola Normal Sagrado Coração de Jesus]] e no [[Ginásio de Itajubá]], e exerceu a função de redator do jornal "[[Gazeta de Itajubá]]" entre 1909 e 1916.<ref name="muni">''O Município de Itajubá''. 1915.</ref>
Era filho do renomado romancista [[Bernardo Guimarães]], autor de '''A Escrava Isaura''', e pai de [[José Armelim Bernardo Guimarães]], que também se tornaria um destacado historiador de Itajubá.


Na política, foi eleito '''deputado estadual''' para a Assembleia Legislativa Mineira, representando o 5º distrito (que incluía Itajubá). Exerceu o mandato de 1915 a 1918 e defendeu a criação da Comarca de Itajubá na Assembleia.
Pedro Bernardo Guimarães formou-se como engenheiro geógrafo pela Faculdade Nacional do Rio de Janeiro. Mudou-se para Itajubá em 1909.


== O Município de Itajubá (1915) ==
Em Itajubá, atuou como professor na [[Escola Normal Sagrado Coração de Jesus]] e no [[Ginásio de Itajubá]]. Também exerceu a função de redator do jornal "[[Gazeta de Itajubá]]" entre 1909 e 1916.


Sua obra mais conhecida é o livro "[[Município de Itajubá (livro de 1915)|O Município de Itajubá]]", publicado em 1915 pela Imprensa Oficial de Minas Gerais. É uma obra de grande formato e fartamente ilustrada, com capa de Luís Teixeira, considerada a '''primeira obra histórica sobre o município'''. A publicação foi paga pela [[Câmara Municipal de Itajubá]] em 1917, com a quantia de 1.000$000.<ref name="muni"/>
Na política, foi eleito **deputado estadual** para a Assembleia Legislativa Mineira, representando o 5º distrito, que incluía o município de Itajubá. Exerceu o mandato de 1915 a 1918 e defendeu a criação da Comarca de Itajubá na Assembleia.


Em relação à [[Etimologia de Itajubá|etimologia]] do nome Itajubá, Pedro Bernardo Guimarães, em seu livro, defendeu a ligação do nome com o significado de "pedra amarela", baseando-se em estudiosos da língua tupi. Essa interpretação foi posteriormente contestada pelos estudos de [[Geraldino Campista]] e do próprio filho, [[Armelim Guimarães]].
Sua obra mais conhecida é o livro "[[O Município de Itajubá]]", publicado em 1915 pela Imprensa Oficial de Minas Gerais. Este livro é uma obra de grande formato e fartamente ilustrada, com capa de Luís Teixeira. É considerado a primeira obra histórica sobre o município. A publicação do livro foi inclusive paga pela Câmara Municipal de Itajubá em 1917, com a quantia de 1.000$000. O livro registrou aspectos da construção da memória do município. Em suas páginas, Guimarães descreveu detalhes como a distribuição das repartições do antigo Fórum de Itajubá e incluiu uma fotografia dos pioneiros times de futebol da cidade, o do Ginásio de Itajubá e o Atlético Acadêmico.


== Homenagens ==
Em relação à etimologia do nome Itajubá, Pedro Bernardo Guimarães, em seu livro explicou a ligação do nome com o significado de "pedra amarela", baseando-se em estudiosos da língua tupi. Entretanto, essa interpretação etimológica é contestada por escritos posteriores.


Em reconhecimento à sua importância como o primeiro historiador de Itajubá, seu filho [[Armelim Guimarães]] dedicou-lhe a obra ''História de Itajubá''; a cidade possui uma rua com seu nome; e a Delegacia da Academia Brasileira de História instalada no [[4º Batalhão de Engenharia de Combate de Itajubá|4º Batalhão de Engenharia de Combate]] foi denominada Delegacia Pedro Bernardo Guimarães em sua homenagem.
Além de sua obra escrita, Pedro Bernardo Guimarães realizou conferências. Em 1911, como Deputado e Professor, proferiu uma palestra no [[Clube Itajubense]] sobre a influência do tupi-guarani na geografia brasileira, costumes, crenças e vocabulário herdados dos indígenas, com a renda destinada às obras da Matriz de Nossa Senhora da Soledade.


Pedro Bernardo Guimarães faleceu em 1948 em Uberlândia, onde também atuava como professor.
Em reconhecimento à sua importância como o primeiro historiador de Itajubá, diversas homenagens foram prestadas à sua memória:
* Seu filho, [[Armelim Guimarães]], dedicou sua obra "[[História de Itajubá]]" à memória do Professor Pedro Bernardo Guimarães.
* Itajubá possui uma rua nomeada em sua homenagem.
* Uma rua central em Uberlândia, cidade onde faleceu e também foi professor, recebeu seu nome em sua memória.
* A Delegacia da Academia Brasileira de História instalada no 4º Batalhão de Engenharia de Combate, em Itajubá, foi denominada Delegacia Pedro Bernardo Guimarães em sua homenagem.


== Referências ==
Pedro Bernardo Guimarães faleceu em 1948 em Uberlândia, onde também atuava como professor em diversos estabelecimentos de ensino.
<references/>


[[Categoria:Personalidades]]
[[Categoria:Personalidades]]

Edição atual tal como às 09h37min de 3 de junho de 2026

Iconografia de Bernardo Guimarães por M. J. Garnier

Pedro Bernardo Guimarães (Ouro Preto, 1884 — Uberlândia, MG, 1948) foi um engenheiro geógrafo, professor, jornalista, político e escritor. É reconhecido como o primeiro historiador de Itajubá.

Era filho do renomado romancista Bernardo Guimarães, autor de A Escrava Isaura, e pai de José Armelim Bernardo Guimarães, que também se tornaria um destacado historiador de Itajubá.

Pedro Bernardo Guimarães formou-se como engenheiro geógrafo pela Faculdade Nacional do Rio de Janeiro e mudou-se para Itajubá em 1909. Na cidade, atuou como professor na Escola Normal Sagrado Coração de Jesus e no Ginásio de Itajubá, e exerceu a função de redator do jornal "Gazeta de Itajubá" entre 1909 e 1916.[1]

Na política, foi eleito deputado estadual para a Assembleia Legislativa Mineira, representando o 5º distrito (que incluía Itajubá). Exerceu o mandato de 1915 a 1918 e defendeu a criação da Comarca de Itajubá na Assembleia.

O Município de Itajubá (1915)[editar]

Sua obra mais conhecida é o livro "O Município de Itajubá", publicado em 1915 pela Imprensa Oficial de Minas Gerais. É uma obra de grande formato e fartamente ilustrada, com capa de Luís Teixeira, considerada a primeira obra histórica sobre o município. A publicação foi paga pela Câmara Municipal de Itajubá em 1917, com a quantia de 1.000$000.[1]

Em relação à etimologia do nome Itajubá, Pedro Bernardo Guimarães, em seu livro, defendeu a ligação do nome com o significado de "pedra amarela", baseando-se em estudiosos da língua tupi. Essa interpretação foi posteriormente contestada pelos estudos de Geraldino Campista e do próprio filho, Armelim Guimarães.

Homenagens[editar]

Em reconhecimento à sua importância como o primeiro historiador de Itajubá, seu filho Armelim Guimarães dedicou-lhe a obra História de Itajubá; a cidade possui uma rua com seu nome; e a Delegacia da Academia Brasileira de História instalada no 4º Batalhão de Engenharia de Combate foi denominada Delegacia Pedro Bernardo Guimarães em sua homenagem.

Pedro Bernardo Guimarães faleceu em 1948 em Uberlândia, onde também atuava como professor.

Referências[editar]

  1. 1,0 1,1 O Município de Itajubá. 1915.