O Itajubá (jornal): mudanças entre as edições

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O '''"O Itajubá"''' foi um jornal de Itajubá, Minas Gerais. Destaca-se por ser o '''primeiro jornal da cidade'''.
"'''O Itajubá'''" foi um jornal de Itajubá, Minas Gerais, destacando-se por ser o '''primeiro jornal da cidade'''.


== História ==
== História ==
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=== Fundação e Primeira Fase ===
=== Fundação e Primeira Fase ===


O jornalismo em Itajubá teve início com o "O Itajubá" em '''12 de maio de 1872'''. Foi fundado e dirigido por [[Dr. Aureliano Moreira Magalhães]], um advogado considerado iniciador do trabalho de imprensa em Itajubá. Para fundar o jornal, ele adquiriu uma tipografia antiga em Baependi, que pertencia a Jesuíno Pereira Baião. A tipografia foi transportada para Itajubá em carro de bois e montada em uma sala da residência de Manuel Félix de Alvarenga, na Rua Duque de Caxias (atualmente Rua Cel. Francisco Braz). Esta tipografia não apenas imprimiu o primeiro jornal, mas também ensinou o ofício aos tipógrafos pioneiros da cidade. O jornal teve uma duração considerada "brilhante" de cerca de '''18 anos''', com o evento de sua fundação sendo registrado por Xavier da Veiga em suas Efemérides Mineiras.
O jornalismo em Itajubá teve início com "O Itajubá" em '''12 de maio de 1872'''. Foi fundado e dirigido por [[Dr. Aureliano Moreira Magalhães]], advogado considerado o iniciador da imprensa local. Para fundar o jornal, ele adquiriu uma tipografia antiga em Baependi, que pertencia a Jesuíno Pereira Baião; a tipografia foi transportada para Itajubá em carro de bois e montada em uma sala na Rua Duque de Caxias (atual Rua Cel. Francisco Braz). O jornal teve uma duração de cerca de '''18 anos''', e o evento de sua fundação foi registrado por [[Bernardo Saturnino da Veiga|Xavier da Veiga]] em suas ''Ephemerides Mineiras''.<ref name="constr32">{{Citar livro|Armelim Guimarães|Construtores de Itajubá|1975|32}}</ref>


=== Períodos Posteriores e Reaparecimentos ===
=== Períodos Posteriores e Reaparecimentos ===


Embora fundado em 1872 com uma duração inicial de cerca de 18 anos, o "O Itajubá" parece ter tido diferentes fases ou reaparecimentos ao longo do tempo. O jornal reapareceu na cidade em 1921. Houve um reaparecimento em 19 de maio de 1929, sob a direção de [[José Maria Afflalo]] e [[Jayme Wood]]. O jornal voltou a circular em 1945. Coleções existentes abrangem edições de 1872 a 1946, o que sugere uma continuidade, ainda que com possíveis interrupções ou mudanças de direção e propriedade ao longo deste período. [[Francisco Brás Neto]] também é mencionado como um dos seus proprietários e redatores em suas várias fases.
O "O Itajubá" teve diferentes fases ao longo do tempo: reapareceu em 1921, novamente em 19 de maio de 1929 (sob direção de José Maria Afflalo e Jayme Wood) e voltou a circular em 1945. Coleções existentes abrangem edições de 1872 a 1946.<ref group="nota">Os reaparecimentos e a sucessão de diretores/proprietários baseiam-se nas coleções do Acervo "João Aldano" (UNIFEI); conferir e referenciar na revisão.</ref>


=== Orientação Política e Editorial ===
=== Orientação Política e Editorial ===


"O Itajubá" era reconhecido por ter uma orientação '''francamente liberal''', em contraste com o segundo jornal da cidade, a "[[Gazeta Comercial]]", que era conservadora. O jornal demonstrava-se, sem temores, favorável à libertação abolicionista.
"O Itajubá" tinha orientação '''francamente liberal''', em contraste com a "[[Gazeta Comercial]]", conservadora. Mostrava-se favorável à libertação abolicionista.


=== Eventos Notáveis Cobertos ===
=== Cobertura da Abolição ===


O jornal desempenhou um papel importante no registro de eventos locais e nacionais. Em 20 de maio de 1888, dedicou sua primeira página inteira à Lei Áurea. Nesta edição, destacou a abolição com o brasão do Império, nomes de abolicionistas e instituições importantes na luta pela libertação, a declaração "ITAJUBÁ 1ª cidade de Minas Gerais, livre 11 de março de 1888", e reproduziu na íntegra o texto da Lei de 13 de maio.
Em 20 de maio de 1888, o jornal dedicou sua primeira página inteira à Lei Áurea, destacando a abolição com o brasão do Império, nomes de abolicionistas e a declaração "ITAJUBÁ 1ª cidade de Minas Gerais, livre 11 de março de 1888". (Ver [[Abolição da Escravatura]].)<ref name="constr32"/>


== Acervo e Preservação ==
Outras notícias e eventos cobertos pelo "O Itajubá" incluem:

* O necrológio de D. Cândida Silveira Schumann em 17 de dezembro de 1882, mencionando a comissão maçônica que acompanhou o funeral, incluindo o primeiro Juiz de Direito da Comarca de Itajubá, Dr. Adolfo Augusto Olinto.
Uma coleção do "O Itajubá" faz parte do material doado por [[João Aldano]], hoje acessível no Acervo "João Aldano" da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), com edições de 1872 a 1946. Algumas edições estão disponíveis na Hemeroteca Digital da [http://memoria.bn.br/DOCREADER/DOCREADER.ASPX?BIB=828386 Biblioteca Nacional].
* O falecimento do Barão e Visconde de Itajubá em 23 de fevereiro de 1884.
* Informações sobre a Companhia Industrial Sul Mineira e suas atividades.
* A inauguração das obras de reformas e da galeria de retratos no edifício do Fórum em 26 de dezembro de 1943.


== Pessoas Associadas ==
== Pessoas Associadas ==


* [[Dr. Aureliano Moreira Magalhães]]: fundador, diretor e editor.
Diversas pessoas estiveram ligadas ao jornal em diferentes períodos:
* [[Jesuíno Pereira Baião]]: vendedor da tipografia original.
* [[Dr. Aureliano Moreira Magalhães]]: Fundador, Diretor, Editor
* [[José Maria Afflalo]] e [[Jayme Wood]]: diretores no reaparecimento de 1929.
* [[Jesuíno Pereira Baião]]: Vendedor da tipografia original
* [[Francisco Brás Neto]]: proprietário e redator em várias fases.
* [[Manuel Félix de Alvarenga]]: Proprietário da residência que abrigou a tipografia inicial
* [[João Pinto de Sousa]]: Diretor em uma de suas fases, em 1927
* [[José Maria Afflalo]]: Diretor em um reaparecimento, em 1929
* [[Jayme Wood]]: Diretor em um reaparecimento, em 1929
* [[Francisco Brás Neto]]: Mencionado como um dos proprietários e redatores em suas várias fases


== Acervo e Preservação ==
== Notas ==
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== Referências ==
<references/>


[[Categoria:Jornais]]
Uma coleção completa do "O Itajubá" faz parte do material doado por [[João Aldano]]. Este material está acessível no Acervo "João Aldano", pertencente à Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). As edições disponíveis no acervo datam de 1872 a 1946. O material doado por João Aldano (incluindo a hemeroteca) e o apartamento que sediava o arquivo (na Rua Dr. Pereira Cabral) foram doados a duas instituições que se comprometeram a organizar e zelar pelo acervo. Em 8 de novembro de 1927, a Câmara Municipal de Itajubá cogitou organizar uma hemeroteca pública, deliberando providenciar a encadernação do periódico "O Itajubá" em sua nova fase, então dirigido por João Pinto de Sousa. As coleções de "O Itajubá" são citadas como fontes para estudos históricos.

Edição atual tal como às 09h37min de 3 de junho de 2026

"O Itajubá" foi um jornal de Itajubá, Minas Gerais, destacando-se por ser o primeiro jornal da cidade.

História[editar]

Fundação e Primeira Fase[editar]

O jornalismo em Itajubá teve início com "O Itajubá" em 12 de maio de 1872. Foi fundado e dirigido por Dr. Aureliano Moreira Magalhães, advogado considerado o iniciador da imprensa local. Para fundar o jornal, ele adquiriu uma tipografia antiga em Baependi, que pertencia a Jesuíno Pereira Baião; a tipografia foi transportada para Itajubá em carro de bois e montada em uma sala na Rua Duque de Caxias (atual Rua Cel. Francisco Braz). O jornal teve uma duração de cerca de 18 anos, e o evento de sua fundação foi registrado por Xavier da Veiga em suas Ephemerides Mineiras.[1]

Períodos Posteriores e Reaparecimentos[editar]

O "O Itajubá" teve diferentes fases ao longo do tempo: reapareceu em 1921, novamente em 19 de maio de 1929 (sob direção de José Maria Afflalo e Jayme Wood) e voltou a circular em 1945. Coleções existentes abrangem edições de 1872 a 1946.[nota 1]

Orientação Política e Editorial[editar]

"O Itajubá" tinha orientação francamente liberal, em contraste com a "Gazeta Comercial", conservadora. Mostrava-se favorável à libertação abolicionista.

Cobertura da Abolição[editar]

Em 20 de maio de 1888, o jornal dedicou sua primeira página inteira à Lei Áurea, destacando a abolição com o brasão do Império, nomes de abolicionistas e a declaração "ITAJUBÁ 1ª cidade de Minas Gerais, livre 11 de março de 1888". (Ver Abolição da Escravatura.)[1]

Acervo e Preservação[editar]

Uma coleção do "O Itajubá" faz parte do material doado por João Aldano, hoje acessível no Acervo "João Aldano" da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), com edições de 1872 a 1946. Algumas edições estão disponíveis na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.

Pessoas Associadas[editar]

Notas[editar]

  1. Os reaparecimentos e a sucessão de diretores/proprietários baseiam-se nas coleções do Acervo "João Aldano" (UNIFEI); conferir e referenciar na revisão.

Referências[editar]

  1. 1,0 1,1 Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 32.