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(Criou página com 'A história da abolição da escravatura em Itajubá, Minas Gerais, é marcada por um acontecimento de grande relevância nacional, que lhe conferiu o título de '''"Cidade Luz"'''. == Contexto Histórico da Escravidão em Itajubá == A presença de africanos em Itajubá antecede a fundação da cidade. Já no século XVIII, existiu no município o Quilombo da Berta, um local onde se refugiavam escravos fugidos de senzalas do sul de Minas e do norte de São Paulo....') |
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== Contexto Histórico da Escravidão em Itajubá ==
A presença de africanos em Itajubá antecede a fundação da cidade. Já no século XVIII, existiu no município o [[Quilombo da Berta]],
A população escrava em Itajubá cresceu significativamente ao longo do século XIX, segundo os censos e levantamentos da época:<ref group="nota">As estimativas de população escrava (1825–1876) são compiladas das obras de referência; os números específicos devem ser conferidos com as fontes primárias.</ref>
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Os livros de batizados de escravos no arquivo da Paróquia de Nossa Senhora da Soledade registravam os nomes dos senhores de Itajubá que possuíam escravos, incluindo o próprio [[Padre Lourenço da Costa Moreira]]
== O Tratamento dos Escravos ==
Embora a cidade tenha se destacado por seu ato de libertação antecipada,
== O Processo Emancipacionista Local ==
O movimento pela libertação dos escravos em Itajubá alinhou-se
Uma Comissão Libertadora foi organizada e a própria [[Câmara Municipal de Itajubá|Câmara Municipal]] aderiu ao movimento. Por proposta do vereador Joaquim Francisco Pereira Júnior, foi criado o '''Livro da Liberdade''' (ou Livro de Honra)
Há indícios, porém, de que a motivação de parte dos fazendeiros estava ligada à defesa de sua propriedade e à antecipação de possíveis reações dos escravos, visando garantir a mão de obra e evitar abalos na ordem pública.
▲Uma Comissão Libertadora foi organizada e a própria [[Câmara Municipal]] aderiu ao movimento. Por proposta do vereador Joaquim Francisco Pereira Júnior, foi criado o '''Livro da Liberdade''' (ou Livro de Honra). Este livro, encadernado em veludo vermelho e com dizeres gravados em ouro, tinha a finalidade de registrar para a História os nomes dos abolicionistas, que àquela altura, segundo uma [[Armelim Guimarães]] em seu livro História de Itajubá, era todo o povo itajubense.
O acontecimento mais célebre da história abolicionista de Itajubá ocorreu em '''11 de março de 1888'''. Dois meses antes da assinatura da Lei Áurea, os fazendeiros e senhores de escravos do município se reuniram e decidiram conceder '''
▲== O Marco Histórico: 11 de Março de 1888 - "Cidade Luz" ==
Em
▲O acontecimento mais célebre da história abolicionista de Itajubá ocorreu em '''11 de março de 1888'''. Dois meses antes da assinatura da Lei Áurea, os fazendeiros e senhores de escravos do município se reuniram e decidiram conceder '''"gratuitamente"''' cartas de alforria a todos os seus cativos.
Este ato
▲Em uma solenidade em praça pública, a Municipalidade, por meio da Comissão Manumissora Municipal presidida pelo [[Cel. Joaquim Francisco Pereira Júnior]], com o assentimento de todos os proprietários, declarou "extinto o regime da escravidão dentro dos muros do Município". Este feito foi seguido de um "entusiástico desfile pelas ruas com banda de música e foguetes festivos".
== A Lei Áurea ==▼
Em 13 de maio de 1888, a Princesa Imperial Regente
▲Este ato humanitário teve '''repercussão nacional''', sendo noticiado em jornais da Corte como "Cidade do Rio", "Jornal Comércio", "Gazeta de Notícias" e "O Paiz". O grande abolicionista '''José do Patrocínio''', no Rio de Janeiro, qualificou Itajubá de '''"CIDADE LUZ"'''.
== Legado Pós-Abolição ==▼
Apesar da abolição, a questão da indenização aos antigos proprietários
▲== A Lei Áurea ==
Uma figura que representa a longevidade do impacto da escravidão foi [[Maria do Carmo Jerônimo]] (nascida em Carmo de Minas em 5 de março de 1871 e falecida em Itajubá em 14 de junho de 2000), ex-escravizada apontada por diversas fontes como a "última escravizada do Brasil" e uma das pessoas mais longevas já registradas. Libertada com a abolição, trabalhou por cerca de 60 anos para a família do historiador [[Armelim Guimarães]]. Sua idade (estimada entre 126 e 129 anos) não pôde ser comprovada por falta de registro civil de nascimento, o que a impediu de figurar no ''Guinness Book''.<ref>"[https://en.wikipedia.org/wiki/Maria_do_Carmo_Ger%C3%B4nimo Maria do Carmo Gerônimo]" (Wikipédia, com base em registros de batismo); "Ex-escrava mineira já havia pleiteado o título de mais velha do país", ''[https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/05/19/interna_gerais,228519/ex-escrava-mineira-ja-havia-pleiteado-o-titulo-de-mais-velha-do-pais.shtml Estado de Minas]'', 19 mai. 2011.</ref>
▲Em 13 de maio de 1888, a Princesa Imperial Regente Izabel sancionou a Lei n.º 3.353, conhecida como Lei Áurea, que extinguiu a escravidão em todo o Brasil. Itajubá celebrou este acontecimento, com jornais locais dedicando suas primeiras páginas à notícia.
▲== Legado Pós-Abolição ==
== Notas ==
▲Apesar da abolição, a questão da indenização aos antigos proprietários de escravos persistiu. Em 1890, o Ministro da Fazenda Rui Barbosa, com apoio da Confederação Abolicionista, ordenou a queima de documentos relacionados à escravidão para evitar que servissem de base legal para indenizações, medida que teve continuidade com seu sucessor.
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== Referências ==
<references/>
[[Categoria:História de Itajubá]]
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