Abolição da Escravatura: mudanças entre as edições

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== O Tratamento dos Escravos ==
 
Embora a cidade tenha se destacado por seu ato de libertação antecipada, práticas desumanas também ocorreram em Itajubá. Jornais do século XIX, anteriores a 1888, noticiaram atrocidades, como o caso do fazendeiro Manuel Custódio dos Santos, acusado de torturar um escravo chamado Clemente. As posturas municipais tratavam os escravos principalmente sob o ângulo da segurança pública.
 
== O Processo Emancipacionista Local ==
Há indícios, porém, de que a motivação de parte dos fazendeiros estava ligada à defesa de sua propriedade e à antecipação de possíveis reações dos escravos, visando garantir a mão de obra e evitar abalos na ordem pública.
 
== O Marco Histórico: 11 de Março de 1888, "Cidade Luz" ==
 
O acontecimento mais célebre da história abolicionista de Itajubá ocorreu em '''11 de março de 1888'''. Dois meses antes da assinatura da Lei Áurea, os fazendeiros e senhores de escravos do município se reuniram e decidiram conceder '''gratuitamente''' cartas de alforria a todos os seus cativos.
Apesar da abolição, a questão da indenização aos antigos proprietários persistiu. Em 1890, o Ministro da Fazenda Rui Barbosa ordenou a queima de documentos relacionados à escravidão. O "Livro da Liberdade", criado pela Câmara, permanece como documento histórico desse período.
 
Uma figura que representa a longevidade do impacto da escravidão foi [[Maria do Carmo Jerônimo]] (nascida em Carmo de Minas, em 5 de março de 1871 e falecida em Itajubá, em 14 de junho de 2000), ex-escravizada apontada por diversas fontes como a "última escravizada do Brasil" e uma das pessoas mais longevas já registradas. Libertada com a abolição, trabalhou por cerca de 60 anos para a família do historiador [[Armelim Guimarães]]. Sua idade (estimada entre 126 e 129 anos) não pôde ser comprovada por falta de registro civil de nascimento, o que a impediu de figurar no ''Guinness Book''.<ref>"[https://en.wikipedia.org/wiki/Maria_do_Carmo_Ger%C3%B4nimo Maria do Carmo Gerônimo]" (Wikipédia, com base em registros de batismo); "Ex-escrava mineira já havia pleiteado o título de mais velha do país", ''[https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/05/19/interna_gerais,228519/ex-escrava-mineira-ja-havia-pleiteado-o-titulo-de-mais-velha-do-pais.shtml Estado de Minas]'', 19 mai. 2011.</ref>
 
== Notas ==
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