Dr. Aureliano Moreira Magalhães: mudanças entre as edições
(Criou página com ''''Aureliano Moreira Magalhães'' (Alfenas, 1842 - 1915) foi uma figura proeminente na história de Itajubá, Minas Gerais, atuando como advogado, político, magistrado e, notavelmente, como o '''fundador da imprensa itajubense'''. == Família e Vida Pessoal == Aureliano Moreira Magalhães era filho do Dr. Domiciano da Costa Moreira e de D. Maria Domiciana de Magalhães. Seu pai, Domiciano, foi o segundo médico a clinicar em Itajubá, um cafeicultor, líder do Partid...') |
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'''Aureliano Moreira Magalhães'' (Alfenas, 1842 |
'''Aureliano Moreira Magalhães''' (Alfenas, 1842 — 1915) foi uma figura proeminente na história de Itajubá, Minas Gerais, atuando como advogado, político, magistrado e, notavelmente, como o '''fundador da imprensa itajubense'''. |
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== Família e Vida Pessoal == |
== Família e Vida Pessoal == |
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Aureliano Moreira Magalhães era filho do Dr. Domiciano da Costa Moreira e de D. Maria Domiciana de Magalhães. |
Aureliano Moreira Magalhães era filho do [[Dr. Domiciano da Costa Moreira]] e de D. Maria Domiciana de Magalhães. Era, portanto, neto do [[Padre Lourenço da Costa Moreira]], o fundador da nova Itajubá. Entre seus irmãos estava Amélia Moreira Magalhães, casada com o Cel. Evaristo da Silva Campista; era, assim, tio do historiador [[Geraldino Campista]]. Casou-se com Maria Inácia de Macedo.<ref name="constr32">{{Citar livro|Armelim Guimarães|Construtores de Itajubá|1975|32}}</ref> |
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Aureliano era neto de [[Padre Lourenço da Costa Moreira]], o fundador da nova Itajubá, e de D. Inês de Castro Silva. Seus irmãos incluíam Amélia Moreira Magalhães, casada com o Cel. Evaristo da Silva Campista; Dr. Domiciano da Costa Moreira Filho; Maria Moreira de Magalhães; e Olímpio Augusto de Magalhães. Ele era tio do historiador [[Geraldino Campista]], filho de sua irmã Amélia. |
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Casou-se com Maria Inácia de Macedo. Foi descrito como um homem inteligente, espirituoso e sociável, com grande talento e uma bela cultura jurídica. Possuía uma chácara nos arredores da cidade dedicada à pomicultura. |
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== Carreira e Atuação Pública == |
== Carreira e Atuação Pública == |
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Dr. Aureliano Moreira Magalhães formou-se pela '''Faculdade de Direito de São Paulo''', graduando-se em 1863 e doutorando-se em 1865. Exerceu a advocacia e, na magistratura, atuou como Subprocurador Geral de Minas Gerais e Juiz de Direito da Comarca de Cristina, alcançando o posto de Desembargador. Na política, foi membro ativo do '''Partido Liberal''', representou Itajubá como Deputado à Assembleia Geral no biênio 1868-1869 e serviu como vereador na [[Câmara Municipal de Itajubá]].<ref group="nota">Detalhes da carreira jurídica e política de Aureliano Moreira Magalhães; conferir páginas específicas nas obras de referência.</ref> |
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Dr. Aureliano Moreira Magalhães formou-se pela '''Faculdade de Direito de São Paulo''', tendo se graduado em 1863 e se doutorado em 1865. |
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Exerceu a advocacia, sendo procurado em questões legais, como a venda de terras de herdeiros do fazendeiro Marcolino Moreira da Costa. Na magistratura, atuou como Subprocurador Geral de Minas Gerais e Juiz de Direito da Comarca de Cristina. Foi Juiz Municipal e de Órfãos em Itajubá a partir de 1885. Alcançou posições elevadas na magistratura mineira, falecendo como Desembargador. |
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Na política, foi um membro ativo e influente do '''Partido Liberal'''. Representou Itajubá como Deputado à Assembleia Geral no biênio 1868-1869. Serviu como '''vereador''' na Câmara Municipal de Itajubá, participando de debates e comissões. Após a Proclamação da República, foi nomeado '''Chefe de Polícia de Minas'''. Em 1884, renunciou ao cargo de membro do Diretório do Partido Liberal. |
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== Contribuições para Itajubá == |
== Contribuições para Itajubá == |
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| ⚫ | * '''Fundação da Imprensa Itajubense:''' é considerado o '''pioneiro do jornalismo em Itajubá'''. Em 1872, adquiriu uma tipografia antiga de Jesuíno Pereira Baião, em Baependi, transportada para Itajubá em carro de bois. Com ela fundou o primeiro jornal da cidade, "[[O Itajubá (jornal)|O Itajubá]]", cujo primeiro número saiu em '''12 de maio de 1872'''. O jornal, apelidado de "Pica-pau", teve duração de cerca de 18 anos.<ref name="constr32"/> |
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Dr. Aureliano Moreira Magalhães desempenhou um papel central no desenvolvimento de Itajubá, especialmente nos seguintes aspectos: |
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* '''Melhorias Urbanas e Serviços:''' Como vereador, defendeu a ideia da iluminação pública e sugeriu a requisição de sementes de café Maragogipe ao Ministro da Agricultura para ensaio no município. Participou de comissões municipais, como a relacionada à instalação de uma linha telefônica e à possibilidade de abertura do antigo cemitério sem riscos à saúde pública. |
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* '''Maçonaria:''' Foi Venerável da Loja Maçônica "Deus e Humanidade" em Itajubá e ajudou em sua fundação em 1874, presidindo cerimônias de iniciação. |
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== Disputas Políticas == |
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Fontes relatam seu envolvimento em intensas disputas políticas. Era descrito como astucioso e disposto a provocar adversários por razões partidárias. Um episódio notório envolveu uma disputa pela posse de uma urna de votação na Igreja Matriz, durante a qual um indivíduo de seu grupo político atirou contra o guardião da urna. |
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== Notas == |
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== Referências == |
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Faleceu em 24 de setembro de 1915 em Belo Horizonte ou Rio de Janeiro. |
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Edição atual tal como às 09h37min de 3 de junho de 2026
Aureliano Moreira Magalhães (Alfenas, 1842 — 1915) foi uma figura proeminente na história de Itajubá, Minas Gerais, atuando como advogado, político, magistrado e, notavelmente, como o fundador da imprensa itajubense.
Família e Vida Pessoal[editar]
Aureliano Moreira Magalhães era filho do Dr. Domiciano da Costa Moreira e de D. Maria Domiciana de Magalhães. Era, portanto, neto do Padre Lourenço da Costa Moreira, o fundador da nova Itajubá. Entre seus irmãos estava Amélia Moreira Magalhães, casada com o Cel. Evaristo da Silva Campista; era, assim, tio do historiador Geraldino Campista. Casou-se com Maria Inácia de Macedo.[1]
Carreira e Atuação Pública[editar]
Dr. Aureliano Moreira Magalhães formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, graduando-se em 1863 e doutorando-se em 1865. Exerceu a advocacia e, na magistratura, atuou como Subprocurador Geral de Minas Gerais e Juiz de Direito da Comarca de Cristina, alcançando o posto de Desembargador. Na política, foi membro ativo do Partido Liberal, representou Itajubá como Deputado à Assembleia Geral no biênio 1868-1869 e serviu como vereador na Câmara Municipal de Itajubá.[nota 1]
Contribuições para Itajubá[editar]
- Fundação da Imprensa Itajubense: é considerado o pioneiro do jornalismo em Itajubá. Em 1872, adquiriu uma tipografia antiga de Jesuíno Pereira Baião, em Baependi, transportada para Itajubá em carro de bois. Com ela fundou o primeiro jornal da cidade, "O Itajubá", cujo primeiro número saiu em 12 de maio de 1872. O jornal, apelidado de "Pica-pau", teve duração de cerca de 18 anos.[1]
- Abolicionismo: por meio de "O Itajubá", Dr. Aureliano combateu a escravidão; o jornal registrava e incentivava as alforrias. A edição de 20 de maio de 1888 dedicou a primeira página à Lei Áurea e aos abolicionistas. (Ver Abolição da Escravatura.)
- Cultura e Educação: foi um dos fundadores e doadores da Biblioteca Machado de Assis, doada à Municipalidade em 1884, e Venerável da Loja Maçônica "Deus e Humanidade", fundada em 1874.
Legado[editar]
Dr. Aureliano Moreira Magalhães é lembrado por sua cultura jurídica, sua atuação na magistratura e, sobretudo, por seu papel como fundador do primeiro jornal de Itajubá e por seu engajamento na causa abolicionista. Faleceu em 24 de setembro de 1915.[1]
Notas[editar]
- ↑ Detalhes da carreira jurídica e política de Aureliano Moreira Magalhães; conferir páginas específicas nas obras de referência.