Dr. Aureliano Moreira Magalhães
Aureliano Moreira Magalhães (Alfenas, 1842 — 1915) foi uma figura proeminente na história de Itajubá, Minas Gerais, atuando como advogado, político, magistrado e, notavelmente, como o fundador da imprensa itajubense.
Família e Vida Pessoal
Aureliano Moreira Magalhães era filho do Dr. Domiciano da Costa Moreira e de D. Maria Domiciana de Magalhães. Era, portanto, neto do Padre Lourenço da Costa Moreira, o fundador da nova Itajubá. Entre seus irmãos estava Amélia Moreira Magalhães, casada com o Cel. Evaristo da Silva Campista; era, assim, tio do historiador Geraldino Campista. Casou-se com Maria Inácia de Macedo.[1]
Carreira e Atuação Pública
Dr. Aureliano Moreira Magalhães formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, graduando-se em 1863 e doutorando-se em 1865. Exerceu a advocacia e, na magistratura, atuou como Subprocurador Geral de Minas Gerais e Juiz de Direito da Comarca de Cristina, alcançando o posto de Desembargador. Na política, foi membro ativo do Partido Liberal, representou Itajubá como Deputado à Assembleia Geral no biênio 1868-1869 e serviu como vereador na Câmara Municipal de Itajubá.[nota 1]
Contribuições para Itajubá
- Fundação da Imprensa Itajubense: é considerado o pioneiro do jornalismo em Itajubá. Em 1872, adquiriu uma tipografia antiga de Jesuíno Pereira Baião, em Baependi, transportada para Itajubá em carro de bois. Com ela fundou o primeiro jornal da cidade, "O Itajubá", cujo primeiro número saiu em 12 de maio de 1872. O jornal, apelidado de "Pica-pau", teve duração de cerca de 18 anos.[1]
- Abolicionismo: por meio de "O Itajubá", Dr. Aureliano combateu a escravidão; o jornal registrava e incentivava as alforrias. A edição de 20 de maio de 1888 dedicou a primeira página à Lei Áurea e aos abolicionistas. (Ver Abolição da Escravatura.)
- Cultura e Educação: foi um dos fundadores e doadores da Biblioteca Machado de Assis, doada à Municipalidade em 1884, e Venerável da Loja Maçônica "Deus e Humanidade", fundada em 1874.
Legado
Dr. Aureliano Moreira Magalhães é lembrado por sua cultura jurídica, sua atuação na magistratura e, sobretudo, por seu papel como fundador do primeiro jornal de Itajubá e por seu engajamento na causa abolicionista. Faleceu em 24 de setembro de 1915.[1]
Notas
- ↑ Detalhes da carreira jurídica e política de Aureliano Moreira Magalhães; conferir páginas específicas nas obras de referência.