Santa Casa de Misericórdia

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A Santa Casa de Misericórdia de Itajubá é uma das mais importantes e tradicionais instituições de saúde do Sul de Minas Gerais. Fundada no final do século XIX, a instituição evoluiu de uma pequena sociedade beneficente para um complexo hospitalar de alta complexidade, sendo hoje um Hospital de Ensino certificado e referência regional.

História e Fundação[editar]

Origens e a Sociedade Beneficente (1897–1900)[editar]

A história da instituição começou em um cenário de carência assistencial no final do período imperial e início da república. Em 2 de maio de 1897, Arlindo Vieira Goulart mobilizou a elite local para fundar a Sociedade Beneficente Itajubense, com o objetivo de criar um "nosocômio" (hospital) que atendesse os desvalidos.[1]

A primeira diretoria teve como presidente Antônio Cândido Rennó e como médico pioneiro o Dr. Antonio Maximiano Xavier Lisboa, cujo trabalho voluntário por décadas tornou-se o alicerce ético da casa. O atendimento inicial ocorria em prédio alugado na região central.[1]

Consolidação como Santa Casa (1900–1904)[editar]

Em 10 de outubro de 1900, a sociedade foi reorganizada sob a denominação de Santa Casa de Misericórdia, seguindo o modelo das tradicionais irmandades portuguesas. Essa mudança permitiu à instituição receber o legado testamentário do Dr. Domiciano da Costa Moreira, verba essencial para a aquisição do primeiro prédio próprio, na atual Praça D. Amélia Braga.[nota 1]

O Edifício Monumental e a Era Wenceslau Braz (1920–1930)[editar]

Com o apoio político e financeiro do itajubense e ex-presidente da República Wenceslau Braz, a Santa Casa iniciou sua fase de maior esplendor arquitetônico. O edifício atual, em estilo neoclássico com influências francesas, foi projetado pelo arquiteto Eduardo Piquet. O "Palácio da Caridade" foi inaugurado em 24 de outubro de 1925, com a presença de Wenceslau Braz e do presidente de Minas, Melo Vianna.[nota 2]

Expansão e Modernização (1940–2000)[editar]

Ao longo do século XX, a Santa Casa tornou-se um centro cirúrgico e obstétrico de ponta:

  • Maternidade Xavier Lisboa (1944): nomeada em honra ao médico pioneiro, tornou-se a principal maternidade da região.
  • Capela de São José (1957): espaço de acolhimento espiritual.
  • A Era da Verticalização (1964): o lançamento da pedra fundamental do novo edifício de vários pavimentos marcou o início da medicina de alta complexidade em Itajubá.

A Santa Casa no Século XXI[editar]

Atualmente, a Santa Casa de Itajubá é um Centro Tecnológico de Saúde. Foi certificada como Hospital de Ensino pelos Ministérios da Saúde e da Educação, em parceria histórica com a Faculdade de Medicina de Itajubá (FMIT). Destaca-se por serviços de referência como Oncologia (UNACON), Hemodiálise, UTIs adulto e neonatal/pediátrica, e Cardiologia/Hemodinâmica. Cerca de 60% a 70% de seus atendimentos são voltados ao SUS.[nota 3]

Figuras de Destaque[editar]

Cronologia[editar]

  • 1897 (2 mai): Fundação da Sociedade Beneficente Itajubense.
  • 1900 (10 out): Transformação em Santa Casa de Misericórdia.
  • 1920 (28 nov): Lançamento da pedra fundamental do prédio atual.
  • 1925 (24 out): Inauguração do edifício monumental.
  • 1944: Inauguração da Maternidade Xavier Lisboa.
  • 1964: Pedra fundamental do novo edifício hospitalar de vários andares.

Notas[editar]

  1. Domiciano da Costa Moreira, filho do Padre Lourenço da Costa Moreira, é apontado como o primeiro grande benfeitor da Santa Casa. As datas precisas desta seção devem ser conferidas com as obras de referência.
  2. Detalhes do projeto e da inauguração de 1925; conferir com as obras de referência (Armelim Guimarães e publicações da própria instituição).
  3. As informações sobre serviços e certificações do século XXI provêm de fontes institucionais atuais (fora do acervo digitalizado) e devem ser referenciadas na revisão.

Referências[editar]

  1. 1,0 1,1 Armelim Guimarães. Efemérides Itajubenses. 1972, p. 30. Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 15.