Dr. Domiciano da Costa Moreira
O Dr. Domiciano da Costa Moreira (1814–1881) foi médico, político e proprietário de terras fundamental na história de Itajubá, Minas Gerais. É reconhecido como o segundo médico a clinicar no município e um dos principais impulsionadores do desenvolvimento econômico e social da região no século XIX.
Biografia e Formação[editar]
Domiciano nasceu em 31 de dezembro de 1814, em Guaratinguetá, São Paulo. Era filho do Padre Lourenço da Costa Moreira, o fundador de Itajubá, e de D. Inês de Castro Silva. Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1839 e, em 1840, transferiu-se para Itajubá, onde iniciou sua carreira e casou-se com D. Maria Domiciana de Magalhães.[nota 1]
Contribuição à Agricultura[editar]
Na história econômica de Itajubá, o Dr. Domiciano é creditado, segundo Xavier da Veiga, como o responsável pela introdução do plantio de café no município. Como fazendeiro progressista, ajudou a transformar a cafeicultura na base principal da economia local durante o período imperial.[1]
Carreira Política[editar]
Domiciano foi uma das figuras públicas mais influentes de sua época: atuou como Juiz de Paz (1853), foi chefe político e líder do Partido Liberal em Itajubá e exerceu o cargo de Presidente da Câmara e Agente Executivo Municipal (equivalente a Prefeito) em 1862. Na Câmara Municipal, defendeu melhoramentos urbanos, como a construção de chafarizes públicos.[1]
Legado e a Santa Casa de Misericórdia[editar]
O maior legado social do Dr. Domiciano foi a idealização de um nosocômio para a cidade. Em seu testamento, deixou verba destinada à criação de uma casa de caridade para socorrer pobres e enfermos. Embora não tenha visto a obra concluída em vida, seu legado financeiro foi a base para que, anos mais tarde, a Sociedade Beneficente Itajubense fosse reorganizada e transformada na Santa Casa de Misericórdia de Itajubá, da qual é considerado o primeiro grande benfeitor.[1]
Família[editar]
Domiciano constituiu uma descendência de destaque na sociedade mineira, entre eles o Dr. Aureliano Moreira Magalhães (advogado e fundador da imprensa em Itajubá) e Amélia Moreira Magalhães (casada com o Cel. Evaristo da Silva Campista, sendo mãe de Geraldino Campista).
Morte[editar]
Faleceu em Itajubá em 13 de novembro de 1881, aos 66 anos. Foi um dos primeiros grandes vultos lembrados como "construtor" da cidade.
Notas[editar]
- ↑ Datas de nascimento, formação e casamento conforme as obras de referência; conferir páginas específicas na revisão.