Academia Itajubense de História

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A Academia Itajubense de História (AIH) é uma importante instituição cultural sediada no município de Itajubá. Sua principal missão é a pesquisa, preservação, valorização e divulgação da rica história local e regional, bem como a reverência aos vultos eminentes que ajudaram a construir a identidade e o progresso da cidade.

História e Fundação[editar]

As raízes da Academia remontam a 1981, quando foi idealizada pelo historiador militar Coronel Cláudio Moreira Bento. Inicialmente, a instituição surgiu como uma continuação da Delegacia Pedro Bernardo Guimarães da Academia Brasileira de História, que havia sido criada em Itajubá pelo próprio Coronel Bento. Oficialmente, enquanto pessoa jurídica, seu registro de fundação data de 15 de setembro de 1987.

Objetivos e Atividades[editar]

A instituição tem como missão a preservação da memória histórica de Itajubá e seus vultos eminentes, promovendo estudos, divulgando fatos relevantes do passado do município, promovendo palestras, proferidas pelos membros da instituição, com panegíricos (discursos de louvor) de personalidades importantes e fatos históricos de Itajubá.

Vale destacar que a AIH é uma entidade distinta da Academia Itajubense de Letras (fundada em 1964), embora ao longo das décadas ambas as instituições tenham compartilhado intelectuais, escritores e historiadores ilustres em seus quadros.

Objetivos e Atividades[editar]

A AIH tem como propósito fundamental o resgate e a preservação da memória de Itajubá. Para isso, a instituição:

  • Promove estudos e pesquisas sobre fatos relevantes do passado do município.
  • Organiza palestras, eventos culturais e sessões solenes com "panegíricos" (discursos de louvor) dedicados a personalidades históricas e ex-membros.
  • Atua em parceria com outras instituições centenárias, como a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), na promoção de resgates históricos.

Jornal Ibitira[editar]

A Academia Itajubense de História editava um jornal próprio chamado "Ibitira". O nome da publicação é um belo resgate da história local: ele faz alusão ao Morro Ibitira, o local exato para onde o Padre Lourenço da Costa Moreira marchou com seus fiéis e vislumbrou as terras onde celebraria a primeira missa e fundaria a "nova Itajubá", em 19 de março de 1819.

Sede[editar]

A sede atual da Academia Itajubense de História está localizada no emblemático prédio da antiga Estação Ferroviária de Itajubá. Desativada desde a década de 1960, a edificação foi posteriormente restaurada e revitalizada para abrigar o Museu Municipal de Itajubá. As salas adjacentes do museu foram cedidas para se tornarem a sede definitiva da Academia, unindo o acervo histórico material ao trabalho intelectual da AIH.

Membros, Presidentes e Estrutura Recente[editar]

A Academia é formada por Cadeiras, cada uma apadrinhada por um patrono histórico, e é guiada por figuras de destaque na sociedade sul-mineira.

    • Coronel João Otero Diniz: Presidiu a AIH por muitos anos, sendo uma grande referência na história da cidade (foi o principal porta-voz histórico durante as comemorações do bicentenário de Itajubá, em 2019).

Membros Efetivos e Correspondentes de Destaque[editar]

  • José Armelim Bernardo Guimarães: Ingressou em 1982 e é considerado por muitos acadêmicos como um dos maiores e mais fabulosos historiadores que a cidade já teve.
  • Dr. Fábio Pereira (Cadeira 17).
  • Alice Beatriz Bittencourt de Fernández: Empossada em 2025 na Cadeira nº 32, cuja patrona é a Professora Isaura Pereira dos Santos.
  • Vitória Cristina Rennó de Azevedo e Dina Mara Paiva Lopes, também empossadas como membros efetivos em anos recentes.
  • Outros Associados Históricos: José Ferreira de Siqueira (1981), Eurípedes de Oliveira Pamplona, o Tabelião Abílio Ottoni Guedes Sarmento (homenageado em 2016) e Fernando Antonio Xavier Brandão (Sócio Correspondente em 2012).