Geraldino Campista: mudanças entre as edições

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'''Geraldino Campista''' foi um historiador e tupinólogo brasileiro, reconhecido por suas contribuições significativas para o estudo da história e da [[Etimologia de Itajubá|etimologia]] da região de Itajubá, no Sul de Minas Gerais. Descrito como um pesquisador "provecto e criterioso" e "paciente estudioso do nosso passado", sua obra é fundamental para a compreensão das origens da cidade.<ref name="hi1987p42">{{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|42}}</ref>
 
== Vida e Família ==
Geraldino Campista era '''advogado'''. Ele era irmão de [[Cel. Evaristo da Silva Campista]], farmacêutico e político local, e de D. Amélia de Magalhães Campista. Era, portanto, tio de Ernestina.
 
Foi um dos fundadores da [[Biblioteca Machado de Assis]] em Itajubá, no ano de 1883.<ref name="biblio">Armelim Guimarães. ''Efemérides Itajubenses''. 1988. (Fundação da Biblioteca "Machado de Assis", 25 de janeiro de 1883.)</ref>
 
É importante distingui-lo de outros indivíduos com nomes semelhantes presentes na história de Itajubá, como seu irmão [[Cel. Evaristo da Silva Campista]], o Dr. Geraldino Furtado de Medeiros (advogado, jornalista e educador), e o Dr. Salústio Campista (Juiz de Direito).
 
Sua análise se baseou na forma original e grafia indígena da palavra, '''Itagybá''' (com "GY"). Segundo seus estudos e os de outros tupinólogos como Correia de Faria, a palavra pode ser decomposta em:
* '''Ita''': pedra (em palavras compostas, pode significar "das pedras").
* '''Y''' (ou Gy, ou Ju por corruptela): água, rio.
* '''Bá''' (ou Abae): forma do particípio presente do verbo "A" (cair de cima, do alto).
 
Assim, '''Ita-gy-bá''' (ou Ita-y-abae) significa "lugar onde o rio das pedras cai de cima", ou seja, "cachoeira do rio das pedras", resumindo-se a "cachoeira" ou "cascata".
O nome '''Itagybá''' foi dado em referência à ''cascata existente na área urbana da atual cidade de Delfim Moreira'', que era a primitiva localização do povoado conhecido como Nossa Senhora da Soledade de Itagybá. A forma '''Itajubá''' surgiu posteriormente por corruptela.
 
Campista '''refutou enfaticamente a versão popular e incorreta''' de que Itajubá significaria "pedra amarela". Ele demonstrou que essa confusão decorre da semelhança com a palavra '''itajuba''' (paroxítona, tônica no "u"), que pode significar "pedra amarela", mas que o topônimo da cidade, '''Itajubá''' (oxítona, tônica no "á"), não comporta esse significado, de acordo com as regras do tupi. O historiador [[Armelim Guimarães]] reconheceu ter cometido esse equívoco no passado, corrigindo-se após estudar a monografia de Geraldino Campista.<ref name="hi1987p42"/>
 
== Pesquisa Histórica ==
Campista também descreveu a geografia da bacia do [[Rio Sapucaí]] e seus afluentes, confirmando a fertilidade do solo na região. Ele detalhou a organização do povoado de Itagybá como um "julgado" até 1762. Além disso, abordou as famílias que descendiam dos primeiros descobridores da região.
 
Em seus escritos, Campista também comentou sobre a atitude do [[Padre Lourenço da Costa Moreira]], fundador da nova Itajubá, em relação à antiga sede paroquial (Delfim Moreira), que ele chegou a qualificar como "cemitério dos vivos",.<ref observando que essa postura contribuiu para a formação da nova vila, embora [[Armelim Guimarães]] pareça discutir o impacto dessa atitude.name="hi1987p42"/>
 
== Obra Principal ==
 
A obra mais citada de Geraldino Campista é sua monografia intitulada "'''Itajubá: (1703-1832)'''". Este trabalho foi publicadoapresentado emao 1914Primeiro pelaCongresso Imprensade doHistória EstadoNacional dee Minas Geraispublicado na "Revista do Instituto Histórico Mineiro", e também como separata pela Livraria J. Leite, no Rio de Janeiro. Nesta monografia, ele explora a história da antiga Nossa Senhora da Soledade de Itagybá (hoje Delfim Moreira) e a etimologia do seu nome.<ref>{{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|158}}</ref>
 
== Legado ==
 
Geraldino Campista é reconhecido como um pesquisador rigoroso cuja obra serviu de base para historiadores posteriores, como José Armelim Bernardo Guimarães. Sua pesquisa sobre a etimologia de Itajubá é considerada definitiva e desmistificou a crença popular da "pedra amarela".
 
== Referências ==
<references/>
 
[[Categoria:Personalidades]]
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