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A cidade de '''Delfim Moreira''', localizada no sul de Minas Gerais, é historicamente reconhecida como a '''"Itajubá Primitiva"'''. Este povoado serrano, situado no alto da Serra da Mantiqueira, próximo à divisa com o estado de São Paulo e a aproximadamente 1400 metros de altitude, foi o núcleo original que precedeu e influenciou diretamente a fundação da atual cidade de Itajubá.
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A cidade de '''Delfim Moreira''', localizada no sul de Minas Gerais, é historicamente reconhecida como a '''"Itajubá Primitiva"'''. Este povoado serrano, situado no alto da Serra da Mantiqueira, próximo à divisa com o estado de São Paulo e a aproximadamente 1400 metros de altitude, foi o núcleo original que precedeu e influenciou diretamente a fundação da atual cidade de Itajubá.<ref name="pimenta9">{{Citar livro|Dermeval José Pimenta|História de Itajubá (1819–1969)|1969|9}}</ref>


== Fundação ==
== Fundação ==


A história da Itajubá Primitiva remonta a **1703**, quando o bandeirante paulista, natural de Taubaté, [[Miguel Garcia Velho]], fundou o povoado. Miguel Garcia Velho, em sua busca por ouro e pedras preciosas, explorou a região do planalto do Capivari e, embora tenha encontrado pequenas quantidades de ouro em outros locais, foi a mina do Itagybá que mais o seduziu. No local onde descobriu minas, ele deu início ao povoado. Inicialmente, o assentamento foi denominado **Nossa Senhora da Soledade de Itagybá**.
A história da Itajubá Primitiva remonta a '''1703''', quando o bandeirante paulista, natural de Taubaté, [[Miguel Garcia Velho]], fundou o povoado. Miguel Garcia Velho, em sua busca por ouro e pedras preciosas, explorou a região do planalto do Capivari e, embora tenha encontrado pequenas quantidades de ouro em outros locais, foi a mina do Itagybá que mais o seduziu. No local onde descobriu minas, ele deu início ao povoado. Inicialmente, o assentamento foi denominado '''Nossa Senhora da Soledade de Itagybá'''.<ref name="garciavelho">{{Citar livro|Dermeval José Pimenta|História de Itajubá (1819–1969)|1969|9}} {{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|38}}</ref>


A exploração inicial de ouro na região foi breve e pouco produtiva. Aqueles que permaneceram no povoado, após a diminuição da atividade mineradora, voltaram-se para a agricultura e pecuária.
A exploração inicial de ouro na região foi breve e pouco produtiva. Aqueles que permaneceram no povoado, após a diminuição da atividade mineradora, voltaram-se para a agricultura e pecuária.
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== A Transferência da Sede Paroquial e o Povoamento da Nova Itajubá ==
== A Transferência da Sede Paroquial e o Povoamento da Nova Itajubá ==


A primitiva Itajubá (Soledade de Itajubá) era a sede da freguesia que abrangia uma vasta área da encosta da Mantiqueira. Em fins de **1818**, o [[Padre Lourenço da Costa Moreira]] foi nomeado pároco desta freguesia. Ele rapidamente considerou a localização da antiga sede desfavorável, descrevendo-a como pobre em recursos ("nem víveres havia") e com poucos moradores. Chegou a qualificá-la como um "cemitério dos vivos".
A primitiva Itajubá (Soledade de Itajubá) era a sede da freguesia que abrangia uma vasta área da encosta da Mantiqueira. Em fins de '''1818''', o [[Padre Lourenço da Costa Moreira]] foi nomeado pároco desta freguesia. Ele rapidamente considerou a localização da antiga sede desfavorável, descrevendo-a como pobre em recursos ("nem víveres havia") e com poucos moradores. Chegou a qualificá-la como um "cemitério dos vivos".<ref name="cemiterio">{{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|75}} {{Citar livro|Armelim Guimarães|Sinopse da História de Itajubá|1966|10}}</ref>


Em '''19 de março de 1819''', Padre Lourenço, acompanhado de cerca de 80 paroquianos, celebrou a primeira missa na '''Boa Vista do Sapucaí''' (o local da atual Itajubá), dando início a um novo povoado. Este ato, impulsionado pela fé e pela busca por um local mais próspero, marcou o início da "nova Itajubá". O Padre Lourenço previu que o povoado que fundava seria "uma vila de nome".
Em '''19 de março de 1819''', Padre Lourenço, acompanhado de cerca de 80 paroquianos, celebrou a primeira missa na '''Boa Vista do Sapucaí''' (o local da atual Itajubá), dando início a um novo povoado. Este ato, impulsionado pela fé e pela busca por um local mais próspero, marcou o início da "nova Itajubá". O Padre Lourenço previu que o povoado que fundava seria "uma vila de nome".<ref name="primeiramissa">{{Citar livro|Armelim Guimarães|Construtores de Itajubá|1975|6}}</ref>


A transferência oficial da sede paroquial para a Boa Vista do Sapucaí ocorreu mais tarde, com a supressão da capela serrana como sede pelo Decreto Episcopal de 8 de novembro de 1831 e a determinação de transferência pelo Conselho Geral da Província em 7 de março de 1832 (promulgada pelo Decreto Imperial de 14 de julho de 1832).
A transferência oficial da sede paroquial para a Boa Vista do Sapucaí ocorreu mais tarde, com a supressão da capela serrana como sede pelo Decreto Episcopal de 8 de novembro de 1831 e a determinação de transferência pelo Conselho Geral da Província em 7 de março de 1832 (promulgada pelo Decreto Imperial de 14 de julho de 1832).
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== O Conflito do "Encontro" ==
== O Conflito do "Encontro" ==


A decisão do Padre Lourenço de abandonar a antiga sede e a posterior tentativa de transferir os objetos sagrados e livros da igreja geraram forte "resistência e indignação" entre os moradores da primitiva Soledade de Itajubá. Em '''1832''', quando o padre e seus paroquianos da Boa Vista tentaram resgatar os bens da igreja da antiga sede, foram recebidos violentamente pelos delfinenses com "cacetadas, tapas, murros, pontapés, e com ameaças de foiçadas e tiros". O confronto ocorreu próximo a uma ponte. A caravana do Itajubá Novo foi repelida sem conseguir levar nada.
A decisão do Padre Lourenço de abandonar a antiga sede e a posterior tentativa de transferir os objetos sagrados e livros da igreja geraram forte "resistência e indignação" entre os moradores da primitiva Soledade de Itajubá. Em '''1832''', quando o padre e seus paroquianos da Boa Vista tentaram resgatar os bens da igreja da antiga sede, foram recebidos violentamente pelos delfinenses com "cacetadas, tapas, murros, pontapés, e com ameaças de foiçadas e tiros". O confronto ocorreu próximo a uma ponte. A caravana do Itajubá Novo foi repelida sem conseguir levar nada.<ref name="encontro">{{Citar livro|Armelim Guimarães|Itajubá e Sua História (I Parte)|1998|20}} {{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|81}}</ref>


Este incidente, marcado pela bravura e defesa bairrista dos moradores da antiga sede, fez com que o local do confronto ficasse conhecido como "Encontro". A municipalidade de Delfim Moreira, para preservar a memória desse acontecimento histórico, conserva até hoje uma rua com o nome "Avenida do Encontro" no local.
Este incidente, marcado pela bravura e defesa bairrista dos moradores da antiga sede, fez com que o local do confronto ficasse conhecido como "Encontro". A municipalidade de Delfim Moreira, para preservar a memória desse acontecimento histórico, conserva até hoje uma rua com o nome "Avenida do Encontro" no local.
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Com o desenvolvimento da Boa Vista do Sapucaí e sua elevação gradual (Curato em 1822, Juizado de Paz em 1831, Freguesia em 1831/1832, Vila em 1848 e Cidade em 1862), a primitiva Soledade de Itajubá passou a ser popularmente conhecida como "Itajubá Velho". Apesar da resistência inicial, o povoado cresceu e prosperou.
Com o desenvolvimento da Boa Vista do Sapucaí e sua elevação gradual (Curato em 1822, Juizado de Paz em 1831, Freguesia em 1831/1832, Vila em 1848 e Cidade em 1862), a primitiva Soledade de Itajubá passou a ser popularmente conhecida como "Itajubá Velho". Apesar da resistência inicial, o povoado cresceu e prosperou.


Somente em 17 de dezembro de 1938, por força do Decreto-Lei Estadual nº 148, o distrito de Soledade de Itajubá foi desmembrado do município de Itajubá e elevado à categoria de município, recebendo a denominação de '''Delfim Moreira''', em homenagem ao estadista Delfim Moreira da Costa Ribeiro.
Somente em 17 de dezembro de 1938, por força do Decreto-Lei Estadual nº 148, o distrito de Soledade de Itajubá foi desmembrado do município de Itajubá e elevado à categoria de município, recebendo a denominação de '''Delfim Moreira''', em homenagem ao estadista Delfim Moreira da Costa Ribeiro.<ref group="nota">A data e o número do decreto-lei de emancipação de Delfim Moreira ainda não foram localizados nas obras digitalizadas; afirmação a confirmar em fonte documental antes da publicação.</ref>


A ligação de Delfim Moreira com Itajubá foi reforçada pela construção de um ramal da Estrada de Ferro Sapucaí, que bifurcava da linha principal (inicialmente em Soledade de Minas) e chegava a Delfim Moreira. O último trem neste ramal correu em 28 de março de 1957, e os trilhos foram subsequentemente removidos devido à desativação da linha deficitária.
A ligação de Delfim Moreira com Itajubá foi reforçada pela construção de um ramal da Estrada de Ferro Sapucaí, que bifurcava da linha principal (inicialmente em Soledade de Minas) e chegava a Delfim Moreira. O último trem neste ramal correu em 28 de março de 1957, e os trilhos foram subsequentemente removidos devido à desativação da linha deficitária.
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Diversas personalidades importantes estão ligadas à história da Itajubá Primitiva (Delfim Moreira):
Diversas personalidades importantes estão ligadas à história da Itajubá Primitiva (Delfim Moreira):


[[Miguel Garcia Velho]]: Fundador do povoado em 1703.
* [[Miguel Garcia Velho]]: Fundador do povoado em 1703.
[[Padre Lourenço da Costa Moreira]]: Pároco da Freguesia de Soledade de Itajubá antes de fundar a nova Itajubá na Boa Vista.
* [[Padre Lourenço da Costa Moreira]]: Pároco da Freguesia de Soledade de Itajubá antes de fundar a nova Itajubá na Boa Vista.
[[Antônio de Oliveira Lopes "Fraca-Roupa"]]: Topógrafo inconfidente que residia em Soledade de Itajubá (Delfim Moreira) e mapeou as terras da região onde a nova Itajubá seria fundada.
* [[Antônio de Oliveira Lopes "Fraca-Roupa"]]: Topógrafo inconfidente que residia em Soledade de Itajubá (Delfim Moreira) e mapeou as terras da região onde a nova Itajubá seria fundada.
[[Geraldino Campista]]: Historiador que estudou e corretamente explicou a etimologia da palavra Itagybá/Itajubá.
* [[Geraldino Campista]]: Historiador que estudou e corretamente explicou a etimologia da palavra Itagybá/Itajubá.
[[Luiz Barcellos de Toledo]]: Autor cristinense que escreveu sobre o passado de Cristina, mencionando a região de Itajubá.
* [[Luiz Barcellos de Toledo]]: Autor cristinense que escreveu sobre o passado de Cristina, mencionando a região de Itajubá.
[[Bernardo Saturnino da Veiga]]: Autor do Almanaque Sul-Mineiro que, embora tenha registrado informações históricas, incorreu em erros sobre a etimologia de Itajubá.
* [[Bernardo Saturnino da Veiga]]: Autor do Almanaque Sul-Mineiro que, embora tenha registrado informações históricas, incorreu em erros sobre a etimologia de Itajubá.
[[José Domingues Vila-Nova]]: Português que vendeu o terreno para o novo cemitério em Itajubá e residia em Piranguçu, mas também tinha terras na área.
* [[José Domingues Vila-Nova]]: Português que vendeu o terreno para o novo cemitério em Itajubá e residia em Piranguçu, mas também tinha terras na área.


A Itajubá Primitiva, hoje Delfim Moreira, permanece como um marco fundamental na história regional, sendo a "célula máter" da atual cidade de Itajubá.
A Itajubá Primitiva, hoje Delfim Moreira, permanece como um marco fundamental na história regional, sendo a "célula máter" da atual cidade de Itajubá.

== Notas ==
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== Referências ==
<references/>

[[Categoria:Origens e Povoamento]]
[[Categoria:História de Itajubá]]

Edição das 09h05min de 3 de junho de 2026

A cidade de Delfim Moreira, localizada no sul de Minas Gerais, é historicamente reconhecida como a "Itajubá Primitiva". Este povoado serrano, situado no alto da Serra da Mantiqueira, próximo à divisa com o estado de São Paulo e a aproximadamente 1400 metros de altitude, foi o núcleo original que precedeu e influenciou diretamente a fundação da atual cidade de Itajubá.[1]

Fundação

A história da Itajubá Primitiva remonta a 1703, quando o bandeirante paulista, natural de Taubaté, Miguel Garcia Velho, fundou o povoado. Miguel Garcia Velho, em sua busca por ouro e pedras preciosas, explorou a região do planalto do Capivari e, embora tenha encontrado pequenas quantidades de ouro em outros locais, foi a mina do Itagybá que mais o seduziu. No local onde descobriu minas, ele deu início ao povoado. Inicialmente, o assentamento foi denominado Nossa Senhora da Soledade de Itagybá.[2]

A exploração inicial de ouro na região foi breve e pouco produtiva. Aqueles que permaneceram no povoado, após a diminuição da atividade mineradora, voltaram-se para a agricultura e pecuária.

A Transferência da Sede Paroquial e o Povoamento da Nova Itajubá

A primitiva Itajubá (Soledade de Itajubá) era a sede da freguesia que abrangia uma vasta área da encosta da Mantiqueira. Em fins de 1818, o Padre Lourenço da Costa Moreira foi nomeado pároco desta freguesia. Ele rapidamente considerou a localização da antiga sede desfavorável, descrevendo-a como pobre em recursos ("nem víveres havia") e com poucos moradores. Chegou a qualificá-la como um "cemitério dos vivos".[3]

Em 19 de março de 1819, Padre Lourenço, acompanhado de cerca de 80 paroquianos, celebrou a primeira missa na Boa Vista do Sapucaí (o local da atual Itajubá), dando início a um novo povoado. Este ato, impulsionado pela fé e pela busca por um local mais próspero, marcou o início da "nova Itajubá". O Padre Lourenço previu que o povoado que fundava seria "uma vila de nome".[4]

A transferência oficial da sede paroquial para a Boa Vista do Sapucaí ocorreu mais tarde, com a supressão da capela serrana como sede pelo Decreto Episcopal de 8 de novembro de 1831 e a determinação de transferência pelo Conselho Geral da Província em 7 de março de 1832 (promulgada pelo Decreto Imperial de 14 de julho de 1832).

O Conflito do "Encontro"

A decisão do Padre Lourenço de abandonar a antiga sede e a posterior tentativa de transferir os objetos sagrados e livros da igreja geraram forte "resistência e indignação" entre os moradores da primitiva Soledade de Itajubá. Em 1832, quando o padre e seus paroquianos da Boa Vista tentaram resgatar os bens da igreja da antiga sede, foram recebidos violentamente pelos delfinenses com "cacetadas, tapas, murros, pontapés, e com ameaças de foiçadas e tiros". O confronto ocorreu próximo a uma ponte. A caravana do Itajubá Novo foi repelida sem conseguir levar nada.[5]

Este incidente, marcado pela bravura e defesa bairrista dos moradores da antiga sede, fez com que o local do confronto ficasse conhecido como "Encontro". A municipalidade de Delfim Moreira, para preservar a memória desse acontecimento histórico, conserva até hoje uma rua com o nome "Avenida do Encontro" no local.

Delfim Moreira: Do Itajubá Velho à Cidade Atual

Com o desenvolvimento da Boa Vista do Sapucaí e sua elevação gradual (Curato em 1822, Juizado de Paz em 1831, Freguesia em 1831/1832, Vila em 1848 e Cidade em 1862), a primitiva Soledade de Itajubá passou a ser popularmente conhecida como "Itajubá Velho". Apesar da resistência inicial, o povoado cresceu e prosperou.

Somente em 17 de dezembro de 1938, por força do Decreto-Lei Estadual nº 148, o distrito de Soledade de Itajubá foi desmembrado do município de Itajubá e elevado à categoria de município, recebendo a denominação de Delfim Moreira, em homenagem ao estadista Delfim Moreira da Costa Ribeiro.[nota 1]

A ligação de Delfim Moreira com Itajubá foi reforçada pela construção de um ramal da Estrada de Ferro Sapucaí, que bifurcava da linha principal (inicialmente em Soledade de Minas) e chegava a Delfim Moreira. O último trem neste ramal correu em 28 de março de 1957, e os trilhos foram subsequentemente removidos devido à desativação da linha deficitária.

Figuras Históricas Associadas

Diversas personalidades importantes estão ligadas à história da Itajubá Primitiva (Delfim Moreira):

A Itajubá Primitiva, hoje Delfim Moreira, permanece como um marco fundamental na história regional, sendo a "célula máter" da atual cidade de Itajubá.

Notas

  1. A data e o número do decreto-lei de emancipação de Delfim Moreira ainda não foram localizados nas obras digitalizadas; afirmação a confirmar em fonte documental antes da publicação.

Referências

  1. Dermeval José Pimenta. História de Itajubá (1819–1969). 1969, p. 9.
  2. Dermeval José Pimenta. História de Itajubá (1819–1969). 1969, p. 9. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 38.
  3. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 75. Armelim Guimarães. Sinopse da História de Itajubá. 1966, p. 10.
  4. Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 6.
  5. Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998, p. 20. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 81.