A Itajubá Primitiva: mudanças entre as edições
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(Confirma fonte do Decreto-Lei 148/1938 (emancipação de Delfim Moreira)) |
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| ⚫ | A cidade de '''Delfim Moreira''', localizada no sul de Minas Gerais, é historicamente reconhecida como a '''"Itajubá Primitiva"'''. Este povoado serrano, situado no alto da Serra da Mantiqueira, próximo à divisa com o estado de São Paulo e a aproximadamente 1400 metros de altitude, foi o núcleo original que precedeu e influenciou diretamente a fundação da atual cidade de Itajubá. |
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Páginas reconciliadas com a numeração impressa. Obras sem fólio detectável |
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(Itajubá e Sua História 1998; História de Itajubá 1819–1969) citadas sem página. --> |
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| ⚫ | A cidade de '''Delfim Moreira''', localizada no sul de Minas Gerais, é historicamente reconhecida como a '''"Itajubá Primitiva"'''. Este povoado serrano, situado no alto da Serra da Mantiqueira, próximo à divisa com o estado de São Paulo e a aproximadamente 1400 metros de altitude, foi o núcleo original que precedeu e influenciou diretamente a fundação da atual cidade de Itajubá.<ref name="pimenta">Dermeval José Pimenta. ''História de Itajubá (1819–1969)''. 1969.</ref> |
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== Fundação == |
== Fundação == |
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A história da Itajubá Primitiva remonta a |
A história da Itajubá Primitiva remonta a '''1703''', quando o bandeirante paulista, natural de Taubaté, [[Miguel Garcia Velho]], fundou o povoado. Miguel Garcia Velho, em sua busca por ouro e pedras preciosas, explorou a região do planalto do Capivari e, embora tenha encontrado pequenas quantidades de ouro em outros locais, foi a mina do Itagybá que mais o seduziu. No local onde descobriu minas, ele deu início ao povoado. Inicialmente, o assentamento foi denominado '''Nossa Senhora da Soledade de Itagybá'''.<ref name="garciavelho">Dermeval José Pimenta. ''História de Itajubá (1819–1969)''. 1969. {{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|38}}</ref> |
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A exploração inicial de ouro na região foi breve e pouco produtiva. Aqueles que permaneceram no povoado, após a diminuição da atividade mineradora, voltaram-se para a agricultura e pecuária. |
A exploração inicial de ouro na região foi breve e pouco produtiva. Aqueles que permaneceram no povoado, após a diminuição da atividade mineradora, voltaram-se para a agricultura e pecuária. |
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== A Transferência da Sede Paroquial e o Povoamento da Nova Itajubá == |
== A Transferência da Sede Paroquial e o Povoamento da Nova Itajubá == |
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A primitiva Itajubá (Soledade de Itajubá) era a sede da freguesia que abrangia uma vasta área da encosta da Mantiqueira. Em fins de |
A primitiva Itajubá (Soledade de Itajubá) era a sede da freguesia que abrangia uma vasta área da encosta da Mantiqueira. Em fins de '''1818''', o [[Padre Lourenço da Costa Moreira]] foi nomeado pároco desta freguesia. Ele rapidamente considerou a localização da antiga sede desfavorável, descrevendo-a como pobre em recursos ("nem víveres havia") e com poucos moradores. Chegou a qualificá-la como um "cemitério dos vivos".<ref name="cemiterio">{{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|75}} {{Citar livro|Armelim Guimarães|Sinopse da História de Itajubá|1966|8}}</ref> |
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Em '''19 de março de 1819''', Padre Lourenço, acompanhado de cerca de 80 paroquianos, celebrou a primeira missa na '''Boa Vista do Sapucaí''' (o local da atual Itajubá), dando início a um novo povoado. Este ato, impulsionado pela fé e pela busca por um local mais próspero, marcou o início da "nova Itajubá". O Padre Lourenço previu que o povoado que fundava seria "uma vila de nome". |
Em '''19 de março de 1819''', Padre Lourenço, acompanhado de cerca de 80 paroquianos, celebrou a primeira missa na '''Boa Vista do Sapucaí''' (o local da atual Itajubá), dando início a um novo povoado. Este ato, impulsionado pela fé e pela busca por um local mais próspero, marcou o início da "nova Itajubá". O Padre Lourenço previu que o povoado que fundava seria "uma vila de nome".<ref name="primeiramissa">{{Citar livro|Armelim Guimarães|Construtores de Itajubá|1975|4}}</ref> |
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A transferência oficial da sede paroquial para a Boa Vista do Sapucaí ocorreu mais tarde, com a supressão da capela serrana como sede pelo Decreto Episcopal de 8 de novembro de 1831 e a determinação de transferência pelo Conselho Geral da Província em 7 de março de 1832 (promulgada pelo Decreto Imperial de 14 de julho de 1832). |
A transferência oficial da sede paroquial para a Boa Vista do Sapucaí ocorreu mais tarde, com a supressão da capela serrana como sede pelo Decreto Episcopal de 8 de novembro de 1831 e a determinação de transferência pelo Conselho Geral da Província em 7 de março de 1832 (promulgada pelo Decreto Imperial de 14 de julho de 1832). |
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== O Conflito do "Encontro" == |
== O Conflito do "Encontro" == |
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A decisão do Padre Lourenço de abandonar a antiga sede e a posterior tentativa de transferir os objetos sagrados e livros da igreja geraram forte "resistência e indignação" entre os moradores da primitiva Soledade de Itajubá. Em '''1832''', quando o padre e seus paroquianos da Boa Vista tentaram resgatar os bens da igreja da antiga sede, foram recebidos violentamente pelos delfinenses com "cacetadas, tapas, murros, pontapés, e com ameaças de foiçadas e tiros". O confronto ocorreu próximo a uma ponte. A caravana do Itajubá Novo foi repelida sem conseguir levar nada. |
A decisão do Padre Lourenço de abandonar a antiga sede e a posterior tentativa de transferir os objetos sagrados e livros da igreja geraram forte "resistência e indignação" entre os moradores da primitiva Soledade de Itajubá. Em '''1832''', quando o padre e seus paroquianos da Boa Vista tentaram resgatar os bens da igreja da antiga sede, foram recebidos violentamente pelos delfinenses com "cacetadas, tapas, murros, pontapés, e com ameaças de foiçadas e tiros". O confronto ocorreu próximo a uma ponte. A caravana do Itajubá Novo foi repelida sem conseguir levar nada.<ref name="encontro">Armelim Guimarães. ''Itajubá e Sua História'' (I Parte). 1998. {{Citar livro|Armelim Guimarães|História de Itajubá|1987|81}}</ref> |
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Este incidente, marcado pela bravura e defesa bairrista dos moradores da antiga sede, fez com que o local do confronto ficasse conhecido como "Encontro". A municipalidade de Delfim Moreira, para preservar a memória desse acontecimento histórico, conserva até hoje uma rua com o nome "Avenida do Encontro" no local. |
Este incidente, marcado pela bravura e defesa bairrista dos moradores da antiga sede, fez com que o local do confronto ficasse conhecido como "Encontro". A municipalidade de Delfim Moreira, para preservar a memória desse acontecimento histórico, conserva até hoje uma rua com o nome "Avenida do Encontro" no local. |
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Com o desenvolvimento da Boa Vista do Sapucaí e sua elevação gradual (Curato em 1822, Juizado de Paz em 1831, Freguesia em 1831/1832, Vila em 1848 e Cidade em 1862), a primitiva Soledade de Itajubá passou a ser popularmente conhecida como "Itajubá Velho". Apesar da resistência inicial, o povoado cresceu e prosperou. |
Com o desenvolvimento da Boa Vista do Sapucaí e sua elevação gradual (Curato em 1822, Juizado de Paz em 1831, Freguesia em 1831/1832, Vila em 1848 e Cidade em 1862), a primitiva Soledade de Itajubá passou a ser popularmente conhecida como "Itajubá Velho". Apesar da resistência inicial, o povoado cresceu e prosperou. |
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Somente em 17 de dezembro de 1938, por força do Decreto-Lei Estadual nº 148, o distrito de Soledade de Itajubá foi desmembrado do município de Itajubá e elevado à categoria de município, recebendo a denominação de '''Delfim Moreira''', em homenagem ao estadista Delfim Moreira da Costa Ribeiro. |
Somente em 17 de dezembro de 1938, por força do Decreto-Lei Estadual nº 148, o distrito de Soledade de Itajubá foi desmembrado do município de Itajubá e elevado à categoria de município, recebendo a denominação de '''Delfim Moreira''', em homenagem ao estadista Delfim Moreira da Costa Ribeiro.<ref>Minas Gerais. Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que fixou a divisão territorial do Estado para o quinquênio 1939–1943. [https://www.almg.gov.br/legislacao-mineira/DEL/148/1938/ Texto na Assembleia Legislativa de Minas Gerais].</ref> |
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A ligação de Delfim Moreira com Itajubá foi reforçada pela construção de um ramal da Estrada de Ferro Sapucaí, que bifurcava da linha principal (inicialmente em Soledade de Minas) e chegava a Delfim Moreira. O último trem neste ramal correu em 28 de março de 1957, e os trilhos foram subsequentemente removidos devido à desativação da linha deficitária. |
A ligação de Delfim Moreira com Itajubá foi reforçada pela construção de um ramal da Estrada de Ferro Sapucaí, que bifurcava da linha principal (inicialmente em Soledade de Minas) e chegava a Delfim Moreira. O último trem neste ramal correu em 28 de março de 1957, e os trilhos foram subsequentemente removidos devido à desativação da linha deficitária. |
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Diversas personalidades importantes estão ligadas à história da Itajubá Primitiva (Delfim Moreira): |
Diversas personalidades importantes estão ligadas à história da Itajubá Primitiva (Delfim Moreira): |
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[[Miguel Garcia Velho]]: Fundador do povoado em 1703. |
* [[Miguel Garcia Velho]]: Fundador do povoado em 1703. |
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[[Padre Lourenço da Costa Moreira]]: Pároco da Freguesia de Soledade de Itajubá antes de fundar a nova Itajubá na Boa Vista. |
* [[Padre Lourenço da Costa Moreira]]: Pároco da Freguesia de Soledade de Itajubá antes de fundar a nova Itajubá na Boa Vista. |
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[[Antônio de Oliveira Lopes "Fraca-Roupa"]]: Topógrafo inconfidente que residia em Soledade de Itajubá (Delfim Moreira) e mapeou as terras da região onde a nova Itajubá seria fundada. |
* [[Antônio de Oliveira Lopes "Fraca-Roupa"]]: Topógrafo inconfidente que residia em Soledade de Itajubá (Delfim Moreira) e mapeou as terras da região onde a nova Itajubá seria fundada. |
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[[Geraldino Campista]]: Historiador que estudou e corretamente explicou a etimologia da palavra Itagybá/Itajubá. |
* [[Geraldino Campista]]: Historiador que estudou e corretamente explicou a etimologia da palavra Itagybá/Itajubá. |
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[[Luiz Barcellos de Toledo]]: Autor cristinense que escreveu sobre o passado de Cristina, mencionando a região de Itajubá. |
* [[Luiz Barcellos de Toledo]]: Autor cristinense que escreveu sobre o passado de Cristina, mencionando a região de Itajubá. |
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[[Bernardo Saturnino da Veiga]]: Autor do Almanaque Sul-Mineiro que, embora tenha registrado informações históricas, incorreu em erros sobre a etimologia de Itajubá. |
* [[Bernardo Saturnino da Veiga]]: Autor do Almanaque Sul-Mineiro que, embora tenha registrado informações históricas, incorreu em erros sobre a etimologia de Itajubá. |
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[[José Domingues Vila-Nova]]: Português que vendeu o terreno para o novo cemitério em Itajubá e residia em Piranguçu, mas também tinha terras na área. |
* [[José Domingues Vila-Nova]]: Português que vendeu o terreno para o novo cemitério em Itajubá e residia em Piranguçu, mas também tinha terras na área. |
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A Itajubá Primitiva, hoje Delfim Moreira, permanece como um marco fundamental na história regional, sendo a "célula máter" da atual cidade de Itajubá. |
A Itajubá Primitiva, hoje Delfim Moreira, permanece como um marco fundamental na história regional, sendo a "célula máter" da atual cidade de Itajubá. |
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== Referências == |
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<references/> |
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[[Categoria:Origens e Povoamento]] |
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[[Categoria:História de Itajubá]] |
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Edição atual tal como às 10h33min de 3 de junho de 2026
A cidade de Delfim Moreira, localizada no sul de Minas Gerais, é historicamente reconhecida como a "Itajubá Primitiva". Este povoado serrano, situado no alto da Serra da Mantiqueira, próximo à divisa com o estado de São Paulo e a aproximadamente 1400 metros de altitude, foi o núcleo original que precedeu e influenciou diretamente a fundação da atual cidade de Itajubá.[1]
FundaçãoEditar
A história da Itajubá Primitiva remonta a 1703, quando o bandeirante paulista, natural de Taubaté, Miguel Garcia Velho, fundou o povoado. Miguel Garcia Velho, em sua busca por ouro e pedras preciosas, explorou a região do planalto do Capivari e, embora tenha encontrado pequenas quantidades de ouro em outros locais, foi a mina do Itagybá que mais o seduziu. No local onde descobriu minas, ele deu início ao povoado. Inicialmente, o assentamento foi denominado Nossa Senhora da Soledade de Itagybá.[2]
A exploração inicial de ouro na região foi breve e pouco produtiva. Aqueles que permaneceram no povoado, após a diminuição da atividade mineradora, voltaram-se para a agricultura e pecuária.
A Transferência da Sede Paroquial e o Povoamento da Nova ItajubáEditar
A primitiva Itajubá (Soledade de Itajubá) era a sede da freguesia que abrangia uma vasta área da encosta da Mantiqueira. Em fins de 1818, o Padre Lourenço da Costa Moreira foi nomeado pároco desta freguesia. Ele rapidamente considerou a localização da antiga sede desfavorável, descrevendo-a como pobre em recursos ("nem víveres havia") e com poucos moradores. Chegou a qualificá-la como um "cemitério dos vivos".[3]
Em 19 de março de 1819, Padre Lourenço, acompanhado de cerca de 80 paroquianos, celebrou a primeira missa na Boa Vista do Sapucaí (o local da atual Itajubá), dando início a um novo povoado. Este ato, impulsionado pela fé e pela busca por um local mais próspero, marcou o início da "nova Itajubá". O Padre Lourenço previu que o povoado que fundava seria "uma vila de nome".[4]
A transferência oficial da sede paroquial para a Boa Vista do Sapucaí ocorreu mais tarde, com a supressão da capela serrana como sede pelo Decreto Episcopal de 8 de novembro de 1831 e a determinação de transferência pelo Conselho Geral da Província em 7 de março de 1832 (promulgada pelo Decreto Imperial de 14 de julho de 1832).
O Conflito do "Encontro"Editar
A decisão do Padre Lourenço de abandonar a antiga sede e a posterior tentativa de transferir os objetos sagrados e livros da igreja geraram forte "resistência e indignação" entre os moradores da primitiva Soledade de Itajubá. Em 1832, quando o padre e seus paroquianos da Boa Vista tentaram resgatar os bens da igreja da antiga sede, foram recebidos violentamente pelos delfinenses com "cacetadas, tapas, murros, pontapés, e com ameaças de foiçadas e tiros". O confronto ocorreu próximo a uma ponte. A caravana do Itajubá Novo foi repelida sem conseguir levar nada.[5]
Este incidente, marcado pela bravura e defesa bairrista dos moradores da antiga sede, fez com que o local do confronto ficasse conhecido como "Encontro". A municipalidade de Delfim Moreira, para preservar a memória desse acontecimento histórico, conserva até hoje uma rua com o nome "Avenida do Encontro" no local.
Delfim Moreira: Do Itajubá Velho à Cidade AtualEditar
Com o desenvolvimento da Boa Vista do Sapucaí e sua elevação gradual (Curato em 1822, Juizado de Paz em 1831, Freguesia em 1831/1832, Vila em 1848 e Cidade em 1862), a primitiva Soledade de Itajubá passou a ser popularmente conhecida como "Itajubá Velho". Apesar da resistência inicial, o povoado cresceu e prosperou.
Somente em 17 de dezembro de 1938, por força do Decreto-Lei Estadual nº 148, o distrito de Soledade de Itajubá foi desmembrado do município de Itajubá e elevado à categoria de município, recebendo a denominação de Delfim Moreira, em homenagem ao estadista Delfim Moreira da Costa Ribeiro.[6]
A ligação de Delfim Moreira com Itajubá foi reforçada pela construção de um ramal da Estrada de Ferro Sapucaí, que bifurcava da linha principal (inicialmente em Soledade de Minas) e chegava a Delfim Moreira. O último trem neste ramal correu em 28 de março de 1957, e os trilhos foram subsequentemente removidos devido à desativação da linha deficitária.
Figuras Históricas AssociadasEditar
Diversas personalidades importantes estão ligadas à história da Itajubá Primitiva (Delfim Moreira):
- Miguel Garcia Velho: Fundador do povoado em 1703.
- Padre Lourenço da Costa Moreira: Pároco da Freguesia de Soledade de Itajubá antes de fundar a nova Itajubá na Boa Vista.
- Antônio de Oliveira Lopes "Fraca-Roupa": Topógrafo inconfidente que residia em Soledade de Itajubá (Delfim Moreira) e mapeou as terras da região onde a nova Itajubá seria fundada.
- Geraldino Campista: Historiador que estudou e corretamente explicou a etimologia da palavra Itagybá/Itajubá.
- Luiz Barcellos de Toledo: Autor cristinense que escreveu sobre o passado de Cristina, mencionando a região de Itajubá.
- Bernardo Saturnino da Veiga: Autor do Almanaque Sul-Mineiro que, embora tenha registrado informações históricas, incorreu em erros sobre a etimologia de Itajubá.
- José Domingues Vila-Nova: Português que vendeu o terreno para o novo cemitério em Itajubá e residia em Piranguçu, mas também tinha terras na área.
A Itajubá Primitiva, hoje Delfim Moreira, permanece como um marco fundamental na história regional, sendo a "célula máter" da atual cidade de Itajubá.
ReferênciasEditar
- ↑ Dermeval José Pimenta. História de Itajubá (1819–1969). 1969.
- ↑ Dermeval José Pimenta. História de Itajubá (1819–1969). 1969. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 38.
- ↑ Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 75. Armelim Guimarães. Sinopse da História de Itajubá. 1966, p. 8.
- ↑ Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 4.
- ↑ Armelim Guimarães. Itajubá e Sua História (I Parte). 1998. Armelim Guimarães. História de Itajubá. 1987, p. 81.
- ↑ Minas Gerais. Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que fixou a divisão territorial do Estado para o quinquênio 1939–1943. Texto na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.