Instituto para Surdas e Mudas: mudanças entre as edições
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O '''Instituto para Surdas e Mudas''' foi uma instituição de ensino especial pioneira no Brasil, fundada em Itajubá, Minas Gerais, no ano de 1907. Criado e dirigido pelas '''Irmãs da Providência de Gap''', sob a liderança da [[Madre Maria Raphael]], o instituto destacou-se por sua metodologia revolucionária e por ser, na época, a única escola feminina dedicada a essa finalidade em território nacional. |
O '''Instituto para Surdas e Mudas''' foi uma instituição de ensino especial pioneira no Brasil, fundada em Itajubá, Minas Gerais, no ano de 1907. Criado e dirigido pelas '''Irmãs da Providência de Gap''', sob a liderança da [[Madre Maria Raphael]], o instituto destacou-se por sua metodologia revolucionária e por ser, na época, a única escola feminina dedicada a essa finalidade em território nacional.<ref>{{Citar livro|Armelim Guimarães|Construtores de Itajubá|1975|29}}</ref><ref group="nota">A cronologia detalhada baseia-se nas obras de Armelim Guimarães, em atas da Câmara Municipal e em periódicos locais; datas específicas a conferir com as fontes primárias.</ref> |
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Embora o Instituto para Surdas e Mudas é atualmente inexistente, seu papel na história da educação especial em Itajubá e no Brasil permanece como um marco do pioneirismo das Irmãs da Providência e da [[Madre Maria Raphael]] na inclusão e no desenvolvimento técnico pedagógico de crianças com deficiência auditiva. |
Embora o Instituto para Surdas e Mudas é atualmente inexistente, seu papel na história da educação especial em Itajubá e no Brasil permanece como um marco do pioneirismo das Irmãs da Providência e da [[Madre Maria Raphael]] na inclusão e no desenvolvimento técnico pedagógico de crianças com deficiência auditiva. |
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Edição atual tal como às 09h54min de 3 de junho de 2026
O Instituto para Surdas e Mudas foi uma instituição de ensino especial pioneira no Brasil, fundada em Itajubá, Minas Gerais, no ano de 1907. Criado e dirigido pelas Irmãs da Providência de Gap, sob a liderança da Madre Maria Raphael, o instituto destacou-se por sua metodologia revolucionária e por ser, na época, a única escola feminina dedicada a essa finalidade em território nacional.[1][nota 1]
História e Fundação[editar]
As Irmãs da Providência chegaram ao Brasil vindas de Gap, na França, em 1904, instalando-se inicialmente em Carmo do Rio Claro. Em junho de 1907, transferiram-se para Itajubá, onde foram acolhidas pela filantropa D. Amélia Braga. Inicialmente, as atividades começaram em um casarão cedido gratuitamente por D. Amélia, localizado na esquina da Rua Coronel Rennó com a Santos Pereira. Posteriormente, a Congregação construiu um prédio próprio, amplo e de sobrado, situado junto à Capela de Nossa Senhora dos Remédios, que também passou a pertencer às religiosas.
Inovação Pedagógica[editar]
O grande diferencial do Instituto para Surdas e Mudas de Itajubá era o uso do método oral, aprovado no Congresso de Milão. Esta abordagem contrastava com o método de mímica utilizado no instituto para o sexo masculino existente no Rio de Janeiro na mesma época. A eficácia do ensino despertou a admiração de visitantes ilustres, como o renomado escritor Carlos de Laet, que ficou vivamente impressionado com o progresso das alunas.
Infraestrutura e Legislação[editar]
O desenvolvimento da instituição contou com o apoio do poder público municipal através de diversas leis:
- Lei Municipal nº 20 (1913): Autorizou a municipalidade a construir um prédio destinado especificamente ao funcionamento do Instituto.
- Lei Municipal nº 42 (1917): O então Agente Executivo Jorge de Oliveira Braga foi autorizado a vender o prédio onde funcionavam o Instituto e a Escola Normal às Irmãs da Providência pela quantia de 50 contos de réis.
Conexões Históricas e Curiosidades[editar]
O historiador Armelim Guimarães aponta uma "coincidência notável" na história da instituição: a imagem de Nossa Senhora dos Remédios, que se tornou a padroeira da capela anexa ao colégio, era zelada em seu antigo santuário nas Anhumas por dois irmãos conhecidos como "Prados", que eram surdos-mudos. Décadas depois, as Irmãs da Providência fundariam o instituto para o ensino de surdas-mudas justamente à sombra dessa relíquia histórica.
Legado[editar]
Embora o Instituto para Surdas e Mudas é atualmente inexistente, seu papel na história da educação especial em Itajubá e no Brasil permanece como um marco do pioneirismo das Irmãs da Providência e da Madre Maria Raphael na inclusão e no desenvolvimento técnico pedagógico de crianças com deficiência auditiva.
Notas[editar]
- ↑ A cronologia detalhada baseia-se nas obras de Armelim Guimarães, em atas da Câmara Municipal e em periódicos locais; datas específicas a conferir com as fontes primárias.
Referências[editar]
- ↑ Armelim Guimarães. Construtores de Itajubá. 1975, p. 29.