Vida Religiosa
A vida religiosa sempre ocupou papel central na história de Itajubá. O catolicismo, trazido pelos primeiros colonizadores, moldou a fundação da cidade, suas instituições e boa parte das festas e tradições populares.
A Matriz e a padroeiraEditar
A própria origem da cidade está ligada à religião: o Padre Lourenço da Costa Moreira transferiu para a Boa Vista do Sapucaí a sede da freguesia de Nossa Senhora da Soledade, em 1819, e a igreja Matriz dedicada à padroeira ergueu-se no alto do morro onde foi celebrada a primeira missa.[1]
Capelas e devoçõesEditar
Além da Matriz, a cidade contou desde cedo com capelas menores. Documentos do século XIX registram a Capela de Nossa Senhora dos Remédios e a Capela de Nossa Senhora do Rosário, esta situada no Largo do Rosário, fronteiro ao antigo cemitério, uma singela ermida com altar de madeira, ligada à devoção da população afrodescendente.[1]
As irmandadesEditar
A organização religiosa dos leigos deu-se por meio das irmandades, associações devocionais que mantinham capelas e promoviam festas. Entre as mais antigas de Itajubá estão a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e a Irmandade de São Benedito, ambas de forte tradição afrodescendente, cujos livros de atas figuram entre os documentos mais antigos da cidade.[1] As festas de São Benedito permanecem como uma das manifestações religiosas e culturais mais tradicionais do município.
Pluralidade religiosaEditar
Com o tempo, à matriz católica somaram-se igrejas evangélicas, centros espíritas e outras manifestações, enriquecendo o mosaico religioso e cultural itajubense.