Famílias Tradicionais e Imigrantes
Famílias Tradicionais e Imigrantes trata da formação social de Itajubá a partir das famílias pioneiras e dos diferentes grupos de imigrantes que, ao longo dos séculos XIX e XX, contribuíram para a identidade da cidade.
As famílias pioneiras[editar]
O povoamento da Boa Vista do Sapucaí começou com fazendeiros e lavradores vindos de localidades vizinhas do Sul de Minas e do Vale do Paraíba (como Campanha, Pouso Alto, Aiuruoca, Capivari, São Bento do Sapucaí e Guaratinguetá), além de outras terras mineiras e paulistas. Essas famílias formaram a primeira elite agrária e comercial do arraial.[1]
A imigração europeia[editar]
A partir de meados do século XIX, e sobretudo no seu último quartel, Itajubá recebeu contingentes expressivos de imigrantes europeus. Entre eles destacaram-se os portugueses e, principalmente, os italianos, com participação também de alemães, espanhóis e franceses. Muitos se tornaram genearcas de numerosas e distintas famílias itajubenses.[1]
A chegada dos imigrantes (em especial dos italianos, dedicados a ofícios técnicos e urbanos) reforçou os impulsos à industrialização da cidade pouco antes do fim do século XIX, transformando a economia local.[1]
Os levantinos e outros grupos[editar]
Já no final do século XIX e início do XX, somaram-se à cidade os levantinos (imigrantes sírios e libaneses), muitos deles dedicados ao comércio, como o antigo comerciante Filipe Jacob, lembrado entre os primeiros imigrantes levantinos a se estabelecerem em Itajubá. Em períodos posteriores, registrou-se ainda a presença de outros grupos, como japoneses e chineses.[2]